Prefeito se reúne com diretor do BNDES para tentar recuperar R$ 8 milhões perdidos
Damon vai conversar com um diretor do banco para ver se é possível recuperar a verba
Na próxima segunda-feira, 28 de março, o prefeito de Itabira, Damon Lázaro de Sena, tem uma reunião marcada com um diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para tentar reaver uma verba de R$ 8 milhões que o município perdeu.
O dinheiro seria usado na construção de um Centro de Triagem de Resíduos Sólidos Urbanos e um Centro de Tratamento de Resíduos da Construção Civil. A obra acabaria com o problemático galpão de triagem da Itaurb no bairro Bela Vista, alvo constante de reclamações.
Damon disse que vai se encontrar com Henrique Paim no Rio de Janeiro, diretor para o qual ele enviou uma mensagem de WhatsApp tão logo soube da má notícia, ainda no ano passado. Segundo o prefeito, o banco alega que suspendeu o recurso porque a Prefeitura perdeu o prazo para entregar o projeto. A obra seria feita no novo distrito industrial de Itabira, na Fazenda Palestina, próximo ao bairro Pedreira, e teria condições de se tornar regional.
O dinheiro do BNDES seria repassado ao município por meio de um convênio com a Vale, que também doou à Prefeitura o terreno de mais de 290 hectares para o distrito industrial. Os R$ 8 milhões são uma espécie de contrapartida social que a empresa precisa fazer frente aos recursos liberados pelo banco para as obras nas usinas de beneficiamento do itabirito duro.
De acordo com Damon, uma somatória de fatores resultou no atraso da entrega do projeto da central de resíduos. O primeiro entrave foi a definição do terreno para o distrito industrial, onde a central seria construída. A Vale doou a área, mas o terreno tinha vínculo com a Florestas Rio Doce, empresa que praticamente nem existe mais. Encontrar dois diretores da empresa para assinar os papéis foi tarefa árdua.
A doação precisou passar ainda pelo crivo do Conselho de Administração da Vale, o que demandou mais tempo. E depois emperrou na Câmara. Com dúvidas a respeito de alguns itens do contrato, os vereadores travaram a matéria por diversas sessões e só aprovaram a transferência da área após explicações do gerente da Vale.