Itabira possui 400 crianças na “fila da creche” atualmente
Prefeitura pretende zerar o déficit com a abertura de dois novos CMEIS

Problema crônico do município, a “fila da creche” – termo utilizado para falar sobre as crianças itabiranas que aguardam por uma vaga nessas instituições – ainda é uma dor de cabeça para a Prefeitura. Segundo a secretária municipal de Educação Laura Souza, durante a reunião de comissões da Câmara nesta segunda-feira (8), há 400 itabiranos esperando por um lugar nas creches municipais atualmente. Porém, a pasta espera zerar essa fila.
Para isso, diz Laura, as inaugurações dos CMEIS (Centros Municipais de Educação Infantil) Barreiro e Boa Esperança serão fundamentais. As obras têm previsão de entrega para o primeiro semestre deste ano.
“A gente tem reformas previstas para todas as nossas unidades escolares, mas temos duas obras que vamos entregar agora no primeiro semestre de 2023 que são muito importantes não só para a Secretaria de Educação, mas também para as comunidades envolvidas, porque são obras que estavam paralisadas desde 2015. São a CMEI Barreiro, ao lado da Escola Antônio Camilo Alvim, e a CMEI Boa Esperança, na Chapada. Então são duas obras que estamos extremamente felizes em entregar, porque são obras que a população anseia muito por elas e que nos ajudarão a reduzir a famosa ‘fila da creche’. Ainda temos um déficit considerável de crianças fora da creche, pois sabemos que o crescimento populacional é contínuo. Hoje a gente coloca uma criança na creche, reduz uma vaga, mas amanhã outra criança faz seis meses e já retorna para a fila”, disse ela.
Segundo a líder da Educação em Itabira, cerca de 1000 crianças compunham a fila da creche em 2021. Hoje, este número foi reduzido para 400. Inaugurar novos centros educacionais e ampliar vagas nas instituições já existentes tem sido a fórmula da SME para atacar o problema, diz Laura.
“A gente começou em 2021 com um déficit de aproximadamente 1000 vagas, hoje estamos na base de 400 vagas. É importante que a população entenda que a criança, com seis meses, faz jus a ir para uma creche pública. Como hoje aumentamos essas vagas? Já temos creches que são próprias do município, que estão sendo ampliadas. A Bom Pastor, por exemplo, já está em reforma, está recebendo um novo pavilhão, e temos as creches parceiras, que são a APMII (Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Itabira), Combem e Nosso Lar. E estamos sempre buscando que elas ampliem essas vagas. E como elas fazem? A Nosso Lar tem prédio próprio, mas as outras são casas alugadas. Então eles estão constantemente passando para a gente: ‘olha, eu consigo uma casa em tal localidade que vai atender tantas crianças’. Então a ampliação que a gente faz pra conseguir zerar é a entrega das creches que estão sendo construídas e também a ampliação de vagas nas parceiras. E a gente tem estudado algumas outras possibilidades de outros municípios. No ano passado, Juiz de Fora conseguiu zerar esse déficit fazendo mais ou menos isso que a gente faz, com conveniadas e inaugurações. Mas tem cidades que utilizam outros recursos que estamos estudando a possibilidade de aplicar aqui também”.
O prazo de entrega do CMEI Barreiro dado por Laura diverge da previsão feita pela secretária municipal de Obras, Elaine Mendes, há um mês. Durante uma prestação de contas na Câmara, Elaine afirmou que a reforma só seria concluída em outubro deste ano.




