Centrão “estabiliza” a relação do governo com a Câmara

“A entrada do PP e do Republicanos consolida o diálogo com parte das bancadas desses partidos e dá estabilidade ao governo”, avalia Reginaldo Lopes

Centrão “estabiliza” a relação do governo com a Câmara
Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

Na avaliação do vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (PT-MG), a entrada do Centrão no governo estabiliza a relação entre o Legislativo e o Executivo. Para Lopes, “trata-se do início de um diálogo que trará mais conforto na aprovação de pautas governamentais”.

“A entrada do PP e do Republicanos consolida o diálogo com parte das bancadas desses partidos e dá estabilidade ao governo”, disse Reginaldo Lopes. “A principal raiz dos desentendimentos do governo com o Centrão no primeiro semestre é a diferença no poder que o Legislativo tem hoje em dia em comparação com governos petistas anteriores. Hoje o Congresso tem uma independência maior do Poder Executivo, porque o governo Bolsonaro terceirizou a gestão e o orçamento para o Parlamento”, completou.

Lopes acrescenta que a tributação sobre a renda e o patrimônio vai permitir zerar o déficit no próximo ano. Indagado sobre a movimentação no Congresso para rever a meta, Lopes afirmou que é uma decisão ruim que poderia impactar as ancoragens de expectativa do mercado.

Reginaldo Lopes tem 50 anos e está em seu sexto mandato parlamentar. É vice-líder do PT na Câmara e coordenou o Grupo de Trabalho da reforma tributária na Casa.

É um dos políticos com maior influência no partido, foi autor da Lei de Acesso à Informação, que trouxe maior transparência às gestões públicas.

Reginaldo Lopes diz ter convicção de que o governo Lula vai terminar com uma média de crescimento acima dos 2,5%, “o que é muito bom para um país que está reconstruindo sua imagem e estabilidade interna e externa”.

Sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento III), ele afirma que é um plano mais dinâmico, que corrige distorções do passado que permite e dá condições ao setor privado de investir.