Câmara vota abertura do processo de impeachment do prefeito Damon

O plenário da Câmara de Vereadores de Itabira está lotado na tarde desta terça-feira, 20 de outubro. O público é grande, especialmente encorpado por servidores comissionados da Prefeitura. O destaque do dia é a votação da abertura do processo de impeachment do prefeito Damon Lázaro de Sena (PV), proposto pelo oposicionista Bernardo Mucida (PSB).  DeFatoOnline […]

O plenário da Câmara de Vereadores de Itabira está lotado na tarde desta terça-feira, 20 de outubro. O público é grande, especialmente encorpado por servidores comissionados da Prefeitura. O destaque do dia é a votação da abertura do processo de impeachment do prefeito Damon Lázaro de Sena (PV), proposto pelo oposicionista Bernardo Mucida (PSB). 

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Posse temporária

Como é o autor do processo, Mucida não pode votar. Por isso, antes da reunião, tomou posse o primeiro suplente do vereador, Júlio Contador (PSB), ex-secretário de Planejamento de Damon. A posse é especialmente para a votação da instauração do impeachment. 

Bastidores

Antes da reunião, os vereadores se reuníram ao lado do plentário, para discutir se o autor das denúncias, Bernardo Mucida, poderia ou não ficar em plenário. Os colegas queriam que ele saísse para que Júlio Contador tomasse seu lugar. O socialista, no entanto, disse que ficaria no plenário. Por causa disso, o suplente espera do lado de fora até que a abertura do impeachment seja colocada em votação.

Leitura

Começou a ser lido por volta das 14h50 o pedido de abertura do processo proposto pelo vereador Bernardo Mucida. Documento, que é volumoso, começou a ser lido pelo primeiro secretário Lúcio Mauro (PSC), mas depois foi assumido pelo segundo secretário, Tãozinho Leite (PP).

Após a denúncia, será lido o parecer da Procuradoria Jurídica da Câmara.

Procurador

– Depois de 40 minutos, termina a leitura das denúncias de Mucida. Às 15h35 começou a manifestação do procurador jurídico da Câmara de Vereadores, José Maurício Silva. Ele fará a leitura de seu parecer. 

– A presença do procurador foi questionada pelo denunciante, que pediu para constar em ata que essa manifestação não faz parte do rito previsto pela lei. 

– José Maurício lê parecer expedido pelo consultor Luciano Ferraz, que, por enquanto, desqualifica denúncias de Bernardo Mucida.

– Consultor Luciano Ferraz desqualifica todas as denúncias de Bernardo Mucida e recomenda que possíveis regularidades sejam analisadas pela Justiça. Ele não é favorável ao impeachment do prefeito Damon. 

– Procurador jurídico da Câmara, José Maurício, conclui que não há elementos suficientes para abertura do processo de impeachment. No momento do anúncio, intenso barulho toma conta da Câmara.

Argumentos

– Discussões sobre as denúncias e o parecer jurídico começaram às 16h25. Cada vereador terá três minutos para falar. O autor da denúncia, Bernardo Mucida (PSB), é o primeiro a se manifestar.

– Agora quem fala é Geraldo Torrinha (PDT).

– É a vez do líder de governo, Rodrigo Diguerê (PV). 

Votação

Vereadores rejeitam a abertura do processo de impeachment: 14 votos contrários, dois favoráveis e uma abstenção.

Votos contrários: Rodrigo Diguerê, Zé Mauro, Sueliton Cordeiro, Pacelli, Paulo Soares, Toninho da Pedreira, Ilton Magalhães, Marcela Cristina, Ronaldo Capoeira, Lúcio Mauro, Tãozinho Leite, Jorge Chibanca, Solimar Silva e Júlio Contador.

Votos favoráveis: Allaim Gomes e Geraldo Torrinha

Abstenção: Palhaço Batatinha

Termina a votação. O processo de impeachment de Damon não será aberto. A reunião foi encerrada pelo presidente Solimar Silva por falta de condições. Há muita confusão na sede do Legislativo.

Aguarde matéria completa em instantes.