Itabirana lidera pesquisa que estuda doença periodontal

Mila Fernandes Moreira Madeira, 41 anos, está desenvolvendo projeto na periodontia

Itabirana lidera pesquisa que estuda doença periodontal

A pesquisadora itabirana Mila Fernandes Moreira Madeira está desenvolvendo um projeto voltado ao entendimento da doença periodontal, enfermidade infecto-inflamatória que acomete os tecidos de suporte e sustentação dos dentes. Ela desenvolve o projeto junto a outros pesquisadores, até mesmo de países como Japão, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália, que a ajudam na obtenção de recursos para a pesquisa e no entendimento das respostas que se obtém.

Formada em Odontologia e especialista em Microbiologia, Mila mora em Belo Horizonte desde 1991. Ela atua como pós-doutora na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e acabou de ser aprovada como professora-adjunta na mesma instituição. A itabirana recebeu verba da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) para o financiamento do projeto. “Os meus estudos têm focado no entendimento da resposta inflamatória na doença periodontal (gengiva), tentando entender quais mediadores estão envolvidos na progressão e incidência da doença, que até hoje não tem cura, apenas controle clínico”, explica.

O trabalho já gerou alguns resultados. Parte dessas respostas serão levadas ao 40º Congresso da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), no Guarujá, São Paulo, entre 24 e 28 de outubro. Futuramente, a itabirana escreverá novo artigo sobre o tema para a publicação em revistas internacionais de alto impacto, como tem feito nos últimos anos. A previsão é que parte do projeto seja finalizado em aproximadamente um ano, e o restante, em três anos, como contou Mila.

Experiência

A itabirana é cirurgiã-dentista, formada em 1995 pela UFMG. Atuou em consultórios até 2005, quando começou a pós-graduação. Fez especialização, mestrado e doutorado, também na UFMG, e depois pós-doutorado em Londres, em 2012. “Durante a clínica, era um desejo atender o paciente, suprir as necessidades. Ele chega com dor e a gente consegue aliviar a dor. Para o profissional que trabalha na saúde isso é muito gratificante”, afirma.

Mesmo quando atuava como cirurgiã-dentista, Mila sempre teve o desejo de continuar no meio acadêmico, em contato com os alunos e pesquisando. “A Odontologia lida não só com tratamento estético, mas com várias doenças infecciosas. Esse fascínio por entender qual é o papel do micro-organismo e a manutenção da saúde, não só a saúde oral, é que me levou a procurar respostas para várias perguntas que eu tinha e que estou conseguindo responder dentro de uma universidade”, afirmou a pesquisadora.

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