Fide no Enem: primeira de novo
Desde que o Enem foi criado, Fide lidera o ranking entre as escolas itabiranas
Entra ano e sai ano e a Fundação Itabirana Difusora de Ensino (Fide) vive a doce rotina de comemorar a liderança entre escolas itabiranas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na prova de 2014 não foi diferente. O resultado foi divulgado no início de agosto e indicou que além de se manter na primeira colocação na cidade, a Fide melhorou suas notas e subiu nos rankings estadual e nacional. O segredo? Muito trabalho!
No Enem 2013, a Fide registrou 621,08 pontos de média nas provas objetivas e 708 na redação. Na avaliação de 2014, a nota geral subiu para 625,08 nas objetivas e 744,89 na produção de texto. Houve avanços em três dos quatro quesitos analisados pelo exame, além da redação. A melhora fez a instituição escalar da 94ª para a 84ª colocação no ranking estadual e da 517ª para a 473ª no nacional.
Para a diretora pedagógica da instituição, Ana Cristina Meireles, o resultado é fruto de um trabalho continuado, que não foca apenas nos alunos do terceiro ano do Ensino Médio. “Hoje a gente tem 100% dos alunos do segundo ano fazendo o Enem como treineiros. Eles também fazem simulados oferecidos pelo sistema desde o Ensino Fundamental I, que são alunos do quinto ano. Então, eles vêm, ao longo de muitos anos, se preparando para enfrentar essa maratona”, comenta.
Na Fide, os alunos do terceiro ano do Ensino Médio fazem cinco simulados para o Enem. Estudantes dos primeiro e segundo anos fazem três. As avaliações são oferecidas pelo Sistema de Ensino Poliedro. A ambientação é importante para vencer a exaustão e o nervosismo no dia do exame. “Na verdade, o Enem é um teste de resistência: o aluno passa muitas horas respondendo um número grande de questões, todas muito contextualizadas e com textos extensos. Então, esse treino ajuda muito, é um grande diferencial”, avalia Ana Cristina.
A diretora pedagógica enfatiza o caráter heterogêneo dos alunos, o que torna o trabalho dos educadores ainda mais importante. Ana Cristina aponta que as escolas que lideram os rankings nacional e estadual do Enem são instituições que selecionam os alunos, ou seja, só trabalham com os melhores. “Não é o que propomos. Trabalhamos com alunos que possuem vários níveis de aprendizagem, por isso nosso resultado é mais real. Talvez, se selecionássemos só os alunos bonspara o teste, a Fide estaria em outro patamar, mas não é o que queremos”, afirma.
Apesar de o exame avaliar o Ensino Médio, Ana Cristina destaca o quanto é fundamental a atuação de todos os professores que trabalham desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. “Não é um resultado do Ensino Médio, é um resultado da escola. Temos um grande número de alunos que recebemos pequeninos, com dois, três anos, e que chega ao ensino médio com a gente, mas também temos aqueles que vieram no meio do caminho de outras escolas. Acredito que todos que os professores que passaram na vida desses alunos contribuíram para esse resultado”, conclui.







