Conselho defende passagem a R$ 3,10; Cisne prevê mais um aumento no fim do ano
Deliberação aconteceu em uma reunião nesta sexta-feira, 21 de agosto, no auditório da Prefeitura
O Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT) deliberou o aumento da passagem do transporte público para R$ 3,10. O valor é um meio-termo entre o sugerido pela empresa contratada pela Prefeitura municipal, de R$ 3,00 e o estipulado pela Cisne, concessionária do serviço de transportes na cidade, de R$ 3,22. Atualmente os passageiros pagam R$ 2,90.
A deliberação aconteceu em uma reunião nesta sexta-feira, 21 de agosto, no auditório da Prefeitura e segue para aprovação do Executivo. A partir disto, compete ao prefeito de Itabira, Damon de Sena, decidir se vai acatar ou não ao reajuste. O presidente do conselho, Francisco Carlos Silva, acredita que o aumento da tarifa é justificável, uma vez que a concessionária fez investimentos na frota e tem vários gastos para colocar os veículos nas ruas em boas condições.
O conselheiro adiantou que a proposta da Cisne é trazer mais 10 ônibus para a cidade e que o aumento da passagem será um ponto de equilíbrio que vai atender o usuário, com transporte eficiente e de qualidade, e também a empresa. “Se a gente não dá essas condições para a empresa funcionar com eficiência, como se pode exigir? Se você quer conforto, se você quer pontualidade, você tem que pagar por isso também, não é? Quer carro mais novo, isso tem um custo para a empresa”, defendeu.
O próximo passo será encaminhar a decisão ao Executivo para aprovação. A intenção é que um documento seja encaminhado ainda nesta sexta-feira ao prefeito e qualquer mudança partirá da prefeitura.
Mais reajuste
O diretor da Cisne, Bruno Figueiredo de Oliveira, disse que o reajuste permitirá à empresa quitar as dívidas e respirar um pouco, porém, ainda haverá déficit financeiro. Bruno já adiantou que no final deste ano a Cisne tentará novo aumento para melhorar a prestação dos serviços. “A gente vai protocolar uma nova planilha no final do ano para ver se conseguimos um novo reajuste”. A empresa tem hoje déficit aproximadamente R$1 milhão em combustível, adiantamentos que não foram pagos a funcionários, horas extras atrasadas, aumento de frota (12 veículos este ano e 20 no ano passado).