Professores municipais em Nova Era fazem paralisação

Com cartazes, diversos professores se concentraram em frente o prédio administração municipal

Professores municipais em Nova Era fazem paralisação

Professores da rede pública municipal de Nova Era paralisaram as atividades nesta terça-feira, 4 de agosto. Com cartazes, diversos educadores se concentraram em frente ao prédio da administração municipal e, em seguida, saíram em passeata pelas ruas do Centro. 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de João Monlevade (Sintramon), Carlos Alberto Silva, em entrevista ao jornal Diário de Itabira, disse que o movimento é resultado de diversas reivindicações da classe, que não teve retorno do prefeito Benito de Araujo (DEM).

Entre as reivindicações está o cumprimento da Lei 11.738, que estabelece o piso nacional dos professores. No caso, os servidores reivindicam o pagamento do piso retroativo a janeiro deste ano, quando houve reajuste de 13,01%. Com o aumento, o piso a ser pago é de R$ 1.917, 78 para professor de escola pública, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas por semana.

Os docentes alegam que o pagamento sempre foi feito no último dia útil do mês anterior, por isso eles pedem a liquidação, no máximo, no quinto dia útil. “Por enquanto, nenhum pagamento foi feito após o quinto dia útil. Mas a questão não é esta. A reclamação dos funcionários é que a Prefeitura não consegue fazer o pagamento em uma mesma data”, disse Carlos Alberto.

Entre os alvos de discussões estão ainda a revisão do plano de carreira dos professores e o Estatuto do Magistério; suspensão imediata de 3h de planejamento extra turno; igualdade de carga horária para professores que estão fora da sala de aula convencional; valorização da pós-graduação, que atualmente é de 3%,para 20%.

Os professores lutam também pela revisão da carga horária dos demais profissionais da Educação, que hoje é de 40h semanais; o pagamento de férias até o quinto dia útil de janeiro, pois há anos o professor municipal só recebe as férias quando elas estão acabando (18, 20, 25 de janeiro); mais transparência no uso da verba do Fundeb; e os 25% destinados à Educação. Segundo o sindicalista, caso as reivindicações da classe não sejam respondidas, novas paralisações devem ser programadas.

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