Projeto de reajuste dos servidores não entra em pauta mais uma vez
Os servidores pressionam a Câmara de Vereadores para que projeto não seja votado antes da assembleia
Mais uma reunião ordinária da Câmara de Vereadores de Itabira se passou e o projeto que autoriza a Prefeitura de Itabira a conceder 6,23% de reajuste aos salários dos servidores não entrou na pauta.
A matéria, que seria votada na tarde dessa terça-feira, 3 de março, ficou fora da pauta após um comum acordo entre a Administração Municipal e o Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi). Segundo o líder do governo na Câmara, Rodrigo Diguerê (PV), os servidores, por meio da presidente Priscila Miranda, devem realizar uma assembleia final antes de o projeto ser votado.
A previsão do vereador é de que a matéria entre na pauta da semana que vem, em 10 de março. O governista, no entanto, declarou que o secretário da Fazenda, Paulo Henrique Figueiredo, alegou não ser possível avançar nas negociações porque não tem condições de cobrir valor acima do autorizado pela Prefeitura, de 6,23%. “Estamos num momento de trabalhar com responsabilidade nas despesas. Ficará a cargo do secretário de Fazenda, mas a determinação é de que não haveria nenhum acréscimo no reajuste ficando somente a perda da inflação (INPC)”, informou Rodrigo.
Na terça-feira passada pela manhã, 24 de fevereiro, representantes do governo ser reuniram com o Sintsepmi para mais uma rodada de negociação. Na ocasião, a reunião foi presidida pelo secretário de Governo, Ermiton Gomes Machado, e uma comissão especial da Câmara Municipal, composta pelos vereadores Solimar Silva, Tãozinho Leite e Rodrigo Diguerê.
Na reunião, Ermiton afirmou que as cláusulas econômicas relativas ao reajuste salarial – 6,23% – e do cartão alimentação – aumentado para R$ 192– eram inegociáveis. A dificuldade econômica nacional, a crise no mercado internacional do minério e redução do orçamento do município em 2015 foram os principais argumentos apresentados aos servidores.