Ânimos exaltados em discussão de projeto pelo “Dia da Paz”

Paulo Soares se exaltou durante discussão do projeto

Ânimos exaltados em discussão de projeto pelo “Dia da Paz”

Um projeto simples, mas importante, que passaria pelo Legislativo sem grandes polêmicas, acabou em um acalorado debate na Câmara de Vereadores, na tarde dessa terça-feira, 24 de fevereiro.

A matéria era a instituição do “Dia da Paz e da Conciliação” no calendário oficial do município, de autoria de Lúcio Mauro “Carteiro” (PSC), que será comemorado em 22 de julho. Nesse primeiro turno, o projeto foi votado favoravelmente por unanimidade, mas não sem antes os vereadores o discutirem com veemência.

Primeiro a comentar o projeto, o oposicionista Bernardo Mucida (PSB) elogiou a iniciativa do autor da proposta e lembrou a necessidade de corte de gastos para possibilitar a construção do centro socioeducativo para menores. Em seguida, José Luiz Ferreira “Batatinha” (PSDB) lembrou que a paz não pode ser subjetiva, mas deve ser tratada de maneira prática.

Paulo Soares (PSB), além de elogiar, argumentou que deve haver medidas para driblar a violência na cidade, ampliando as discussões. Ele destacou que somente nos dois primeiros meses deste ano foram nove homicídios em Itabira. Paulo recordou alguns momentos vivenciados no assalto e, visivelmente emocionado ao falar da família, disse que sofreu muito ao ver a preocupação dos parentes, por isso não medirá esforços para combater a violência. “Não vamos medir esforços para que a gente possa estar andando pela cidade sem medo. Eu estou morrendo de medo. Tenho medo, sim”. Ele lembrou que foi vítima de um assaltante que era menor de idade, daí a necessidade de construção do tão discutido centro socioeducativo.

O líder do governo, Rodrigo “Diguerê” (PV), interveio e informou que o prefeito de Itabira, Damon de Sena, em nenhum momento disse que não construirá o centro de internação, pois a obra é do Estado e o município não se exime da edificação. Paulo propôs a criação de uma Comissão de Direitos Humanos na Câmara, mas o presidente da Casa, Solimar (SD), lembrou que já existe essa comissão formada. O autor do projeto pediu que alguns colegas se limitassem a discutir o projeto, momento em que Paulo se irritou e pediu que ele apontasse quais seriam os vereadores. “Aponta o dedo, aponta o dedo”, repetia Paulo insistentemente. Após muitas discussões, o projeto foi votado e aprovado.