Tragédia que se repete
Turistas são as principais vítimas de afogamento em cidades como Santo Antônio do Rio Abaixo
A triste história se repete. Pessoas em busca de aventura ecoturística são levadas pelas águas de rios e cachoeiras de cidades da região e acabam na lista de vítimas de afogamentos. São Sebastião do Rio Preto, Santo Antônio do Rio Abaixo, Itambé do Mato Dentro, Santa Maria de Itabira são apenas algumas cidades que aparecem no relatório de ocorrências nesta época do ano.
Na manhã do último dia 25, mais um caso de morte por afogamento foi registrado pelas autoridades em Santo Antônio do Rio Abaixo. Um adolescente de apenas 14 anos foi levado pela correnteza do rio Santo Antônio e morreu. Amigos tentaram salvá-lo, mas não conseguiram. O que era para ser um dia de comemorações em família, tornou-se pesadelo.
Os moradores das cidades conhecem os perigos dos rios, ao contrário dos turistas, que são as principais vítimas. Várias pessoas que morrem afogadas em balneários da região são de Itabira.
Em 2010, a revista DeFato trouxe uma reportagem especial sobre o assunto. A equipe foi aos locais indicados pelo Corpo de Bombeiros como de maior incidência de ocorrências, conversou com moradores e apurou informações sobre os rios mais perigosos. Constatou que as vítimas quase sempre são do sexo masculino, têm perfis aventureiros e idades entre 18 e 40 anos.
No caso de Santo Antônio do Rio Abaixo, o balneário Benedito Martins Leite faz parte de uma área pública, banhada pelo rio Santo Antônio, e é a atração principal da cidade em épocas de calor. Dispõe de uma estrutura básica, como banheiro, quadra, arena para cavalgada e área para acampamentos. Nos locais de banho, a profundidade do rio chega a oito metros. Há placas de alerta sobre os perigos, mas nem sempre são consideradas.
Para evitar tragédias como a que aconteceu com o jovem itabirano de 14 anos na manhã de Natal, algumas medidas de segurança devem ser tomadas: nunca pular em local desconhecido; evitar escalar pedras escorregadias; evitar uso excessivo de bebida alcoólica antes de entrar na água; não tentar salvar ninguém sem dominar as técnicas de salvamento; e sempre levar uma boia e uma corda em excursões de aventura.