Obras do trevo de Itabiruçu, MG-434 e MG-129 param de novo

Obras no trevo do Itabiruçu estavam quase prontas

Obras do trevo de Itabiruçu, MG-434 e MG-129 param de novo
As obras de construção do trevo do itabiruçu e de melhorias da estrada que liga Itabira ao trevo da BR-381 pararam mais uma vez. A CBR Construtora, empresa contratada pelo Governo de Minas para terminar o serviço deixado pela SPA Engenharia, também vai embora. A empresa tinha acabado de obter licença ambiental para a usina de asfalto.
 
Um profissional que conhece de perto a realidade disse o seguinte a DeFato Online, sob a condição de não ser identificado: “A empresa que está trabalhando aos trancos e barrancos no acesso da BR-381 até Itabira recebeu a ordem de paralisação do DER. No ano que vem talvez volte. Justamente agora que estava terminando o trevo do Itabiruçu, do Distrito Industrial e os alargamentos. Enquanto isso Itabira fica à mercê do sonho de ter uma rodovia decente”.
 
A assessoria do Departamento de Estradas de Rodagens não informou quando a obra será retomada. “Informamos que algumas obras do setor de infraestrutura que aguardam a liberação de recursos de operações de crédito e alguns contratos de consultoria tiveram suspensão momentânea. Nos casos das rodovias MG-434 e MG-129, serão realizados trabalhos de proteção ambiental e drenagem no local das obras antes da paralisação”, disse o órgão, em nota.
 
As obras tinham recomeçado em junho do ano passado. O contrato incluía melhoramento da MG-434 (Chapada ao trevo da BR-381) e MG-129 (Chapada ao trevo da barragem Santana, passando por fora de Itabira), além da construção do perigoso trevo de Itabiruçu. Outros dois trevos também seriam construídos: um próximo ao Parque de Exposições e outro no cruzamento do Distrito Industrial/bairro João XXIII, ambos na MG-129. A CBR receberia pelos serviços R$ 23.895.030,27.
 
Previsão para 2011
Quando o então governador Aécio Neves anunciou os recursos para a obra, em fevereiro de 2009, o prazo de conclusão da terceira pista e dos trevos era 2011. Em maio daquele mesmo ano foi anunciada a vencedora da licitação, a SPA Engenharia, que tinha 18 meses para entregar a rodovia pronta.  O valor arrematado foi de R$ 41,7 milhões.
 
Depois da primeira paralisação, a obra recomeçou em 2013, com a CBR. Na época o então coordenador do DER em Itabira, Álvaro Goulart, informou que 70% do projeto havia sido executado. No caso do trevo, ele informou que o projeto precisou passar por readequações, o que atrasou o processo. Mas a expectativa era boa quanto à conclusão da pavimentação. Não foi o que aconteceu.