Demissões na área da Vale dominam discussões na Câmara Municipal
Assunto liderou as discussões entre os vereadores
Demissões na Vale e suas terceirizadas foi o tema que mais gerou discussão na reunião da Câmara Municipal de Itabira, nessa terça-feira, 14 de outubro. O vereador Paulo Soares (PSB), que também preside o Sindicato Metabase, introduziu o assunto enquanto fazia o uso da tribuna.
Primeiro o socialista “parabenizou” a mineradora pelo investimento de R$ 5 milhões em projetos sociais na cidade, anunciado na parte da manhã pelo gerente de Operações da Vale no município, Fernando Carneiro. Em seguida, vociferou “que a Vale coloque em seu pacote social a não-demissão dos trabalhadores”. Há rumores de que aproximadamente 600 trabalhadores, entre funcionários diretos e de terceirizadas, percam o emprego.
Paulo também questionou o aproveitamento da mão de obra local. Segundo ele, diversos itabiranos têm reclamado que trabalhadores de fora estão ficando com a maior parte das vagas na mineradora.
Ilton Magalhães (PR) disse que ficou satisfeito com os investimentos sociais da Vale, mas demonstrou preocupação com as possíveis demissões. “Isso gera um impacto muito grande em nosso município”, disse. O vereador Solimar Silva (SD) também se mostrou insatisfeito e chegou a sugerir uma Moção de Repúdio à mineradora. Ele informou que há três meses houve discussão sobre o uso da mão de obra local nos projetos da mineradora na cidade e ficou acertado que 70% dos trabalhadores seriam itabiranos. O repúdio não foi votado.
Versão da Vale
Em entrevista coletiva durante a manhã desta terça-feira, Fernando Carneiro, gerente da empresa, comentou sobre o assunto ao ser questionado. “Os nossos projetos estão seguindo o cronograma previsto, tanto de mobilização quanto de desmobilização de pessoas. Não existe nenhum processo de demissão em massa sendo conduzido ou planejado para Itabira”, garantiu.
O gerente de projetos Luiz Andrade disse ainda que os projetos têm início, meio e fim. “São três grandes projetos em Itabira. A tendência é terminar em 2015 o segundo e 2016 o terceiro”, explicou, sobre a reestruturação das usinas Cauê e Conceição. Luiz afirmou que, no último mês, algumas pessoas saíram, mas, no balanço final, as contratações superaram.
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