Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, morre aos 100 anos

Carter foi o 39º presidente dos EUA, tendo atuado em acordo de paz entre Israel e Egito, em 1979

Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, morre aos 100 anos
Jimmy Carter, em 2008. Foto de Ava Lowery/Wikipedia Commons

Faleceu na noite deste domingo, 29, o ex-presidente estadunidense Jimmy Carter. Nascido na cidade de Plains, no estado da Geórgia, em 1924, Carter foi o 39º presidente dos EUA, tendo feito parte do partido Democrata.

Ele ocupou o cargo de presidente entre os anos 1977 e 1981. Nas décadas seguintes, atuou como um ativista, em diferentes lugares do mundo.

Antes de lançar-se na política, Carter serviu à marinha de seu país, tendo trabalho como engenheiro de submarinos. Disputou as eleições de 1974, no contexto da guerra do Vietnam e do escândalo de Watergate, que forçou a queda do então presidente Richard Nixon.

Marcos históricos de seu mandato

Entre os seus feitos durante o mandato estão os acordos de Camp David. Este acordo negociado pelos EUA gerou o tratado de paz entre Israel e Egito, que à época estavam em guerra. Além disso, foi de sua responsabilidade a transferência do controle do Canal do Panamá para o país centro-americano.

Em seu mandato, Carter encarou a crise de refugiados do Irã, quando cidadãos estadunidenses foram feitos reféns no país do Oriente Médio, em 1979. Houve uma tentativa falha de invasão ao país para o resgate, em 1980, que causou a morte de oito soldados estadunidenses.

Derrota para Ronald Reagan em eleição histórica

Carter não se elegeu para um segundo mandato. Concorrendo contra o republicano Ronaldo Reagan, sofreu uma derrota considerada “acachapante”. Logo após a posse de seu sucessor, os últimos 52 reféns foram libertados, no Irã. O mandato de Reagan representa uma mudança histórica econômica global como um dos marcos do início da era do neoliberalismo, ao lado da britânica Margareth Thatcher.

Em 2002, Carter recebeu o prêmio Nobel da Paz, pelo conjunto de suas ações antes e depois de ocupar a presidência. Nos anos seguintes ele seguiu atuando como mediador de conflitos, tendo visitado a Coreia do Norte, a Nicarágua e se encontrado com membros do Hamas, em 2008.

Carter enfrentava um tratamento médico desde fevereiro do ano passado, tendo sobrevivo a um câncer, uma lesão no quadril e outras internações mais recentes.