Saiba para onde vai o dinheiro do estacionamento rotativo

Boa parte do dinheiro arrecadado com a venda dos talões vai para o Fundo de Assistência ao Trânsito (Fatran)

Saiba para onde vai o dinheiro do estacionamento rotativo
O estacionamento rotativo voltou a vigorar no dia 1º deste mês, em Itabira. Desde então, a utilização do bilhete nos locais especificados pelas placas é exigida de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados no horário de 8h às 13h. Quem descumprir a regra, está sujeito à multa e remoção do veículo. Os usuários pagam R$ 2,50 por cada folha do rotativo e R$ 25 pelo talão com dez folhas.
 
Segundo a Superintendência de Transportes e Trânsito (Transita), a maior parte do dinheiro arrecadado com a venda dos talões vai para o Fundo de Assistência ao Trânsito (Fatran). Os recursos do fundo são usados em melhorias no próprio trânsito da cidade. Dez por cento do valor fica com os postos de venda credenciados, que atualmente são cerca de 90.
 
A empresa que venceu a licitação para confeccionar e fornecer os talões à Prefeitura é a J. Andrades Indústria e Comércio Gráfico LTDA, sediada em Belo Horizonte. A empresa cobra R$ 2,05 por cada talão fornecido e tem contrato de 20 meses com a Prefeitura, cujo valor global é de 123 mil. A TI. Mob Tecnologia e Mobilidade, também de Belo Horizonte, é a responsável por distribuir e comercializar os talões do rotativo. A empresa cobra R$ 1,55 pela distribuição unitária e tem contrato também de 20 meses com o município, ao preço global de R$ 93 mil.
 
A Transita ainda não tem previsão de quanto em dinheiro a venda do rotativo vai render ao Fatran. Para começar, cerca de 500 vagas foram disponibilizadas na região central. Futuramente pode haver expansão do serviço nos bairros que demonstrarem necessidade. “A principal vantagem do estacionamento rotativo é proporcionar uma democratização da utilização do espaço público, onde vários veículos poderão utilizar uma mesma vaga ao longo do dia”, afirma o superintendente da Transita, Flávio Raimon da Silva.