Ação Social aguarda resultado da Polícia Civil para ajudar morador de rua
Secretária de Ação Social, Valquíria Pascoal, entre Noeme e Joelma
O morador de rua chamado de José por pessoas que se sensibilizaram com sua história, terá que esperar um pouco para conseguir encontrar sua origem e sair das ruas de Itabira. O homem, que aparenta 37 anos e não fala, aguarda resultado da Polícia Civil, onde foram colhidas digitais neste mês de setembro.
Em entrevista à DeFato Online, uma equipe da Secretaria de Ação Social, explicou que, até o momento, não há previsão de quando sairá essa conclusão, pois as digitais entram no Cadastro Nacional, onde há milhões de registros de todo o país. “Elas são encaminhadas para Belo Horizonte, por isso, não há previsão”, declarou a secretária de Ação Social, Valquíria Pascoal.
Nessa terça-feira, 23 de setembro, a secretaria entrou em contato com o delegado regional Paulo Tavares, que, segundo ela, se mostrou preocupado e está disposto a ajudar no caso. Valquíria informou que com o resultado em mãos, será o primeiro passo para saber de onde é o registro de “José” para que seja possível entrar em contato com o município de origem. “Mas é uma previsão, que não tem como a gente dar para a população. Sabemos que as pessoas estão fazendo essa cobrança de quando sairá esse relatório de resposta final”.
A equipe, composta pela superintendente Noeme Gonçalves e pela diretora de geração de emprego e renda, Joelma Moura, chegou a acessar o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, mas não conseguiu nada que o identificasse. Elas também tentaram em João Monlevade um albergue, mas ele só poderia ficar no local por dois dias, o que não resolveria o problema de José.
Conhecimento do caso
Conforme Noeme, a Secretaria tomou conhecimento de José no início de setembro. Durante dois dias, tentaram uma abordagem, sendo que no segundo dia ele foi levado à Ação Social, onde tomou banho, se alimentou e vestiu roupas limpas. Segundo a superintendente, conseguiu-se um local para José ficar, mas ele acabou fugindo. “Mas a gente não pode prender, isso não é cárcere privado”, declarou. A equipe também o encaminhou para uma triagem no Caps, onde se atestou que José possui apenas um déficit cognitivo, o que não o habilitaria a ficar no local.
A secretária disse que o jeito é aguardar pelos resultados da Polícia Civil, uma vez que sem a identificação, é muito difícil encontrar pistas que levem à origem de José. “Ainda não tivemos esse retorno ainda. O que podemos estar fazendo agora é esperar mesmo, não podemos colocá-lo a força em lugar nenhum”, disse Valquíria.
Quem tiver informações que levem a pistas sobre o morador de rua, pode ligar no telefone: (31) 3839-2180, falar com Joelma.