Presidente da Acita acredita em solução rápida para impasse na avaliação de imóveis

Corretores querem avaliação dos imóveis de acordo com valor de mercado

Presidente da Acita acredita em solução rápida para impasse na avaliação de imóveis
A reunião entre corretores e o secretário da Fazenda, Paulo Henrique, cujo objetivo foi discutir um impasse em relação à avaliação imobiliária em Itabira, deve surtir efeito. Provavelmente no final deste mês, representantes da Acita vão se reunir com a Prefeitura para tentar chegar a um acordo sobre a avaliação dos imóveis e resolver o problema com o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). A informação é do presidente da associação comercial, Marco Aurélio Garcia Matos.
 
A raiz do problema está na avaliação feita pelo Município, que chega, segundo Marco Aurélio, a 40%, 50% acima do valor de mercado. Com a supervalorização, o ITBI, que varia de 2% a 4% sobre o valor do bem, acaba pesando no bolso do contribuinte/comprador. Para Marco, em alguns casos as vendas nem acontecem. Em outros, o cliente acaba optando por não registrar o imóvel.
 
O empresário disse que a intenção é ajudar o Executivo a elaborar critérios técnicos capazes de avaliar os imóveis de acordo com a realidade do mercado. Marco reconhece que não dá para se basear nos valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que está muito defasado. Mas também não dá para superestimar o preço do imóvel.
 
O problema não é novo. Segundo o próprio secretário Paulo Henrique, a discussão antecede o atual governo. Na ocasião da reunião com os corretores, ele disse que a Prefeitura está apta a discutir e a buscar solução. A Acita acredita que dentro de dois meses corretores e Prefeitura cheguem a um acordo. Por ano, a Prefeitura de Itabira arrecada, em média, R$ 3 milhões com o ITBI.