Projeto sofre mudanças e captação de água não será mais na barragem Santana
Água pode ser captada debaixo de uma ponte, na comunidade de Girau
A captação de água na barragem Santana, um dos três projetos em andamento em Itabira, não será mais na represa. Após mudanças no projeto, que já tinha sido feito pela Vale e entregue à Prefeitura, o ponto de captação poderá ser debaixo de uma ponte, na comunidade de Girau, no leito do córrego que abastece a barragem. A informação foi atualizada durante visita técnica do Grupo da Água na semana passada.
A alteração no projeto foi solicitada pelo próprio Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), que tem parceria com a Vale e vai captar no local 100 litros por segundo (l/s) para fortalecer o abastecimento da cidade. De acordo com os diretores da autarquia, com a mudança, a adutora que leva água até a estação de tratamento dos Gatos ficará cerca de 3,5 km menor. Como será construída ao lado de uma já existente, não precisará desapropriar áreas – e a obra ficará mais barata. Além disso, segundo o Saae, a água captada no ribeirão, acima do nível da lagoa, é de melhor qualidade.
No local da captação já existe um encanamento usado pelo Saae para reforçar a ETA Gatos quando necessário. Em determinadas épocas do ano, já se tirou do riacho 50 l/s de água. O córrego passa dentro de propriedades rurais (casas, currais), mas não há a intenção, pelo menos por enquanto, de indenizar ninguém.
Na última reunião do Grupo da Água, o diretor-técnico do Saae, Jorge Borges, disse que a obra do projeto barragem Santana precisa ser licitada ainda este ano. Os recursos são provenientes de um financiamento contratado pela Prefeitura junto ao Governo Federal, por intermédio da Caixa Econômica Federal. Após os trâmites burocráticos, o prazo de execução é de 18 meses. Ou seja: se a obra começar no início o ano que vem, deve terminar em 2016.
Demais projetos
Além da barragem Santana, mais dois projetos de abastecimento de água estão em andamento em Itabira. O que está mais avançado é o do rio de Peixe, que será executado com recursos do próprio município. O maior, que promete resolver o problema de abastecimento da cidade por um bom tempo, é o do rio Tanque, mas esse precisa de recursos da ordem de R$ 50 ou R$ 70 milhões e ainda não tem prazo para começar.