Dia da Independência em Belo Horizonte tem desfile cívico na avenida Afonso Pena e manifestações políticas em praças
Governador Romeu Zema faz passagem rápida pelo desfile e deixa o evento antes do término; prefeito Álvaro Damião não comparece. Atos políticos dividem a capital entre as praças da Liberdade e Raul Soares
O Dia da Independência do Brasil foi marcado por diferentes manifestações em Belo Horizonte neste domingo (7). Além do tradicional desfile cívico-militar na avenida Afonso Pena, no Centro da capital mineira, grupos de direita e de esquerda também foram às ruas em atos separados, reforçando pautas políticas distintas em meio às celebrações da data.
Desfile oficial na Afonso Pena
O desfile começou por volta das 9h, com a presença de autoridades civis e militares, além de milhares de pessoas que acompanharam o evento ao longo da avenida. Como ocorre tradicionalmente, estudantes, corporações militares, bombeiros, forças de segurança e entidades civis participaram da celebração.
O governador Romeu Zema (Novo) marcou presença, mas fez apenas uma passagem rápida pela avenida Afonso Pena. Ele deixou o local antes mesmo do término da apresentação das forças de segurança. Segundo a assessoria, Zema precisou se deslocar para São Paulo, onde tinha compromisso oficial agendado para as 13h30. Já o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), não compareceu ao desfile deste ano.

A manhã foi marcada por homenagens à independência e ao patriotismo, com apresentações musicais de bandas militares e exibições de tropas motorizadas e a cavalo. Famílias com crianças ocuparam a região central para assistir ao ato, que contou com esquema especial de trânsito e segurança organizado pela Prefeitura de Belo Horizonte e pela Polícia Militar.
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Povo fala
Entre o público presente estava Milton Cordeiro, de 80 anos, que acompanha o desfile desde os 11. Ele lembra de já ter presenciado passagens históricas de presidentes como Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek. Para ele, a data mantém viva a tradição de orgulho nacional: “O desfile reforça o patriotismo de uma nação que para mim sempre foi motivo de orgulho”, afirmou emocionado.
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Protestos no Centro da cidade
Paralelamente ao desfile, a capital mineira também foi palco de manifestações políticas. Na Praça Raul Soares, movimentos ligados à esquerda realizaram atos em defesa da democracia, pedindo avanços em políticas sociais, proteção ambiental e valorização dos serviços públicos. Faixas e cartazes também destacaram críticas a pautas conservadoras e a tentativas de anistia a investigados nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Já na Praça da Liberdade, grupos de direita se reuniram para pedir anistia aos acusados e condenados por participação nos episódios de 8 de janeiro, além de criticar o governo federal. Vestidos de verde e amarelo, os manifestantes entoaram cânticos nacionalistas e defenderam maior liberdade de expressão e mudanças nas instituições brasileiras.
Segurança reforçada e balanço de público
Devido à coincidência de datas e locais, o efetivo da Polícia Militar foi reforçado, especialmente na região central. Não houve registro de confrontos diretos entre os grupos, que se concentraram em praças diferentes, mas a presença ostensiva da segurança buscou evitar qualquer incidente.
O portal DeFato Online aguarda retorno das assessorias da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Belo Horizonte sobre a estimativa de público presente tanto no desfile da Afonso Pena quanto nos atos de protesto realizados ao longo do feriado.
Tradição e disputas políticas
O 7 de Setembro em Belo Horizonte, assim como em outras capitais do país, mais uma vez reuniu tanto a dimensão cívica da data, marcada pelo desfile oficial, quanto a dimensão política, com as manifestações de ruas. A divisão entre os atos de direita e esquerda reforça o cenário de polarização que ainda marca o debate público no Brasil.





