“Operação Rejeito”: IBRAM se manifesta após operação contra mineração ilegal
Em nota, o IBRAM afirma que, caso sejam comprovadas ilegalidades ou irregularidades, irá esperar que sejam aplicadas punições com rigor aos envolvidos
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) se manifestou, nesta quinta-feira (18), sobre a operação “Rejeito”, deflagrada ontem (17) pela Polícia Federal (PF) e que investiga um esquema bilionário de corrupção e exploração ilegal de minério de ferro em Minas Gerais. Em comunicado oficial, a entidade manifestou “preocupação” e repudiou qualquer conduta que “desrespeite a lei, corrompa instituições públicas, coloque em risco o meio ambiente ou comprometa a integridade da atividade minerária no país”.
No texto distribuído à imprensa, o IBRAM afirma que, caso sejam comprovadas ilegalidades ou irregularidades atribuídas a quaisquer pessoas físicas ou jurídicas, irá esperar que sejam aplicadas punições com rigor e celeridade.
“O IBRAM representa e defende uma mineração ética, transparente e sustentável; que respeita a legislação, protege o meio ambiente, valoriza as pessoas e contribui para o desenvolvimento social e econômico do Brasil. Práticas como as supostamente reveladas pela ‘’Operação Rejeito” são absolutamente incompatíveis com os princípios que orientam nossa atuação e a de nossas associadas”, finalizou o comunicado do instituto.
Confira a nota do IBRAM na íntegra
“O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) manifesta preocupação diante das informações divulgadas até o momento sobre a ”Operação Rejeito”, deflagrada nesta quarta-feira (17/09) por autoridades federais em Minas Gerais.
Mesmo diante do caráter ainda preliminar das apurações, o IBRAM, posiciona-se com absoluta clareza: repudia veementemente qualquer conduta que desrespeite a lei, corrompa instituições públicas, coloque em risco o meio ambiente ou comprometa a integridade da atividade minerária no País.
Caso sejam comprovadas ilegalidades ou irregularidades atribuídas a quaisquer pessoas físicas ou jurídicas, o Instituto espera que as punições previstas na legislação brasileira sejam aplicadas com rigor e celeridade.
O IBRAM representa e defende uma mineração ética, transparente e sustentável; que respeita a legislação, protege o meio ambiente, valoriza as pessoas e contribui para o desenvolvimento social e econômico do Brasil. Práticas como as supostamente reveladas pela ‘’Operação Rejeito” são absolutamente incompatíveis com os princípios que orientam nossa atuação e a de nossas associadas”.
Operação Rejeito
A ação, realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Receita Federal, cumpriu 79 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão preventiva, além de determinar o bloqueio e sequestro de bens avaliados em R$ 1,5 bilhão.
Segundo a Polícia Federal, os alvos incluíam servidores públicos afastados de suas funções e empresas com atividades suspensas. O grupo investigado teria atuado para comprar licenças ambientais fraudulentas e obter autorizações irregulares para exploração mineral, alcançando até áreas de preservação e locais tombados. De acordo com as investigações, a atuação ilegal trouxe graves riscos ambientais e sociais, além de dificultar a fiscalização do Estado.
A corporação aponta que a organização criminosa monitorava autoridades e interferia em investigações, usando empresas de fachada e outras manobras para lavagem de dinheiro. O lucro obtido com as práticas ilícitas seria de pelo menos R$1,5 bilhão, com projetos em andamento avaliados em potencial econômico superior a R$18 bilhões.
Os investigados da operação “Rejeito” poderão responder por crimes ambientais, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, usurpação de bens da União e embaraço à investigação.




