Codema irá analisar projeto que pode triplicar o fornecimento de energia elétrica em Itabira

O projeto de instalação da nova linha de transmissão prevê a contratação direta de 113 trabalhadores em Itabira

Codema irá analisar projeto que pode triplicar o fornecimento de energia elétrica em Itabira
Subestação Itabira 2, da Cemig – Foto: Divulgação/Cemig
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O Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) de Itabira deverá analisar amanhã (13), o pedido de anuência para a instalação da nova linha de transmissão de energia elétrica que terá 232,85 km e passará por outros 38 cidades antes de chegar ao município, sendo oito na Bahia e 31 em Minas Gerais. A iniciativa pode triplicar a capacidade de fornecimento de energia que chega até Itabira, adicionando mais 500 quilovolts (kV) à rede do município – que hoje opera com 230kV.

A proposta estava prevista para ser discutida na reunião do Codema de outubro, mas foi retirada de pauta após o pedido da conselheira Patrícia Freitas, que também é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção Itabira. Naquela reunião, Patrícia Freitas argumentou que não havia recebido os documentos referentes ao licenciamento, e por isso, não poderia analisar a matéria. Assim como ela, outros conselheiros deram a mesma justificativa, fazendo com que o texto fosse retirado da discussão. 

De acordo com o parecer técnico enviado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal, o projeto prevê a contratação direta de 113 trabalhadores para ampliação da rede em Itabira, com destaque para ajudantes comuns, que representarão quase um terço do total (34 profissionais), seguidos por montadores (23 profissionais). 

Saiba mais

Toda a nova linha de transmissão será feita pela empresa Grande Sertão II Transmissora de Energia S/A, Em Itabira, parte do traçado da linha atravessará a Área de Proteção Ambiental Municipal Santo Antônio (APAM Santo Antônio), onde são previstos impactos diretos, como: a supressão de 658 hectares de vegetação nativa, perturbação da fauna, alteração do solo e da qualidade da água, além de ruídos e poeira durante as obras e restrição de uso econômico da terra. 

Para compensar os efeitos, são previstas ações como reflorestamento, monitoramento da fauna, controle de erosão, sinalização das torres, uso de mão de obra local e comunicação com comunidades afetadas.

O futuro empreendimento busca ampliar a capacidade de escoamento da energia gerada por usinas eólicas e solares no Nordeste e Norte de Minas, fortalecendo o Sistema Interligado Nacional (SIN). Para construir a nova linha, é prevista a criação de 14 canteiros de obras em municípios baianos e mineiros, incluindo as cidades de Guanhães e Santa Maria de Itabira.

No documento enviado ao Codema, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (Semapa) solicitou a aprovação do pedido de anuência com validade de um ano, sendo responsabilidade do Estado fiscalizar o cumprimento das medidas ambientais.