Roseana Sarney está com câncer de mama triplo negativo, um dos mais agressivos da doença

O caso de Roseana ajuda a dar visibilidade a um tema que precisa ser discutido com mais clareza e sem tabu

Roseana Sarney está com câncer de mama triplo negativo, um dos mais agressivos da doença
Ex-governadora e ex-deputada trata de câncer de mama triplo negativo- Foto: Reprodução/Instagram

Deputada federal e ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney revelou estar em tratamento contra um câncer de mama triplo negativo, um dos mais agressivos da doença.

Seu caso trouxe à tona o debate sobre genética, prevenção e diagnóstico precoce, um alerta essencial à saúde de milhares de mulheres brasileiras.

Segundo o oncologista Daniel Musse, da Oncologia D’or e no Hospital Federal dos Servidores do Estado e Membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), da ASCO (EUA) e da Esmo (Europa), o câncer triplo negativo é caracterizado pela ausência dos três receptores hormonais (estrógeno, progesterona e HER2), o que o torna mais resistente às terapias tradicionais.

“Por não ter receptores, esse tipo de tumor não responde aos tratamentos hormonais ou a medicamentos alvo, o que o torna mais agressivo. Ele cresce mais rapidamente e tem maior risco de recorrência, especialmente nos primeiros anos após o diagnóstico”.

Musse afirma que cerca de 15% dos casos de câncer de mama no Brasil são do tipo que acometeu Roseana, e uma parte importante tem origem genética, relacionadas a mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, as mesmas que levaram a atriz Angelina Jolie a extrair seus seios de forma preventiva há alguns anos atrás.

“Mulheres com essas mutações têm risco até dez vezes de desenvolver câncer de mama ao longo da vida. Por isso, quem tem casos na família deve buscar avaliação médica e considerar o teste genético”.

Mas, apesar da agressividade, Musse destaca que há avanços significativos no tratamento, com novas combinações de quimioterapia e imunoterapia aumentando a sobrevida e melhorada a resposta em muitos casos.

“O diagnóstico precoce continua sendo o maior aliado. Quando o tumor é identificado em estágios iniciais, as chances de cura aumentam consideravelmente. O caso de Roseana ajuda a dar visibilidade a um tema que precisa ser discutido com mais clareza e sem tabu”.

*Fonte: Estado de Minas