Patinação artística: regras de 2026, Brasil e nomes para seguir

Os Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 se aproximam, e a modalidade é uma das mais procuradas pelo público. Confira como funciona.

Patinação artística: regras de 2026, Brasil e nomes para seguir
Foto divulgação: Comitê Olímpico Coreano

A patinação artística é uma das modalidades mais aguardadas dos Jogos de Inverno. Presente na competição desde Londres 1908, a modalidade conta com disputas no masculino e no feminino desde 1972

Além das Olimpíadas de Los Angeles, os Jogos de Inverno de Milano Cortina 2026 estão no radar dos fãs do esporte e terão disputas de 6 a 21 de fevereiro de 2026.

O palco das competições em Milão será o Milano Ice Skating Arena, local que já conta com uma conceituada escola de patinação. São mais de 11.500 lugares disponíveis para o público, e a arena também abrigará a patinação de velocidade em pista curta.

Com a aproximação dos grandes torneios internacionais e a definição das novas diretrizes para a modalidade, destaques da patinação são analisados em aplicativos de apostas, o que reforça o engajamento crescente em torno desse esporte tão técnico e visual. Pratique o jogo seguro.

Uma das modalidades mais tradicionais do programa olímpico, a patinação artística costuma liderar a audiência nos Jogos de Inverno, reunindo fãs ao redor do mundo graças à mistura única de técnica, risco e espetáculo.

Provas do programa olímpico: individual, pares, dança e equipe

A patinação artística conta com cinco disputas atualmente no programa olímpico: individual, com dois eventos masculinos e um feminino; pares; dança no gelo; e por equipes.

No caso da categoria masculina individual, são dois programas: um curto, com elementos técnicos obrigatórios, e outro livre, em que existem obrigações, mas também maior liberdade.

Muitos se confundem sobre as diferenças entre pares e dança, mas é importante frisar que a última não tem elementos técnicos, apresentando um programa curto e uma dança livre.

Já nos pares existem saltos e giros paralelos, como lançamentos acima da cabeça. A Federação Internacional de Patinação (ISU) é quem escolhe o gênero musical para o programa curto, definido em cada ano.

Na disputa, estarão presentes as 10 melhores nações do planeta de acordo com o ranking mundial, portanto, apenas a elite. Na classificatória, cada país terá um atleta masculino, uma feminina, uma equipe na dança e um par artístico.

São nove juízes para o julgamento, e a soma das notas determina o vencedor em cada modalidade, contando com duas rodadas. A somatória das notas conta para a competição de equipes.

Como funciona a pontuação?

Na patinação artística das Olimpíadas (sistema ISU), a nota de cada programa é uma soma matemática de técnica e apresentação. O placar que você vê na TV vem dessa conta: Nota do segmento = TES (técnica) + PCS (componentes) – deduções.

Portanto, cada elemento tem um valor fixo de dificuldade definido pela ISU, com os mais difíceis valendo mais, como o quádruplo (4), o triplo (3) e o spin (2). Porém, também existe uma bonificação de 10% em individuais e pares para os saltos na segunda metade.

Em singles e pares, saltos feitos na segunda metade do programa recebem bônus de 10% no BV, que é a dificuldade do que foi tentado.

A qualidade da execução é avaliada pelos juízes com a escala de -5 a +5, gerando um GOE (quão bem foi feito) final com a média das notas. Os PCS recebem notas de 0,25 a 10 e, após a soma, também existem as deduções, como -1 por queda, além de possíveis violações de tempo ou elementos inválidos.

Quem seguir: destaques brasileiros recentes e promessas

O Brasil conta com alguns nomes para ficar de olho atualmente. São eles:

  • Lucaz Candria (masculino) – campeão continental latino-americano e principal referência sênior do país hoje.
  • Deborah Vale Bell (feminino) – campeã brasileira sênior recente.
  • Arthur Alcorte (masculino) – campeão brasileiro sênior recente.
  • Gabriela Giraldi (feminino) – campeã mundial, está na seleção brasileira há anos e segue nas disputas. Ela foi campeã brasileira em 2023, 2024 e 2025.
  • Natalia Pallu-Neves (dança no gelo) – ao lado do britânico Jayin Panesar, a dupla bateu TES internacional histórico, abrindo caminho para eventos maiores (Four Continents e metas de Mundial).

Além disso, vale citar Isadora Williams. Apesar de hoje não viver o auge, foi ela quem abriu as portas para o esporte brasileiro no circuito ISU na última década, tendo se tornado a melhor atleta da América Latina na história.