Após captura de Maduro, Trump afirma que EUA vão governar a Venezuela durante transição

Presidente norte-americano diz que país ficará sob administração americana e anuncia controle da produção de petróleo por empresa dos EUA

Após captura de Maduro, Trump afirma que EUA vão governar a Venezuela durante transição
Foto: Reprodução/YouTube

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o governo norte-americano passará a administrar a Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro durante uma ofensiva militar de grande escala. Em pronunciamento à nação, Trump declarou que os Estados Unidos irão governar o país sul-americano até que seja estabelecida uma “transição adequada e justa”, com forte envolvimento político, econômico e militar.

Segundo o presidente americano, a operação militar inutilizou completamente as capacidades de defesa da Venezuela e tornou desnecessária uma nova ofensiva. Trump disse que o petróleo venezuelano, que pertence ao país detentor das maiores reservas do mundo, “voltará a fluir” sob a gestão de uma empresa norte-americana, com a promessa de investimentos bilionários para recuperar a infraestrutura local.

“Vamos governar o país pelo tempo que for necessário para garantir uma transição. Empresas americanas vão entrar, investir bilhões de dólares e consertar a infraestrutura que foi destruída”, afirmou Trump. Ele declarou ainda que a ação militar foi de proporções inéditas desde a Segunda Guerra Mundial e garantiu que nenhum soldado americano morreu durante a operação.

Trump afirmou que a energia elétrica de Caracas foi cortada durante o ataque e que as forças dos Estados Unidos demonstraram uma capacidade operacional sem precedentes. Segundo ele, Nicolás Maduro “jamais será capaz de ameaçar quem quer que seja novamente”.

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O presidente norte-americano confirmou que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão sob custódia em um navio militar dos Estados Unidos no Caribe e serão levados para Nova York, onde responderão à Justiça americana por acusações que incluem narcoterrorismo, tráfico de drogas e contrabando de armas. Trump não detalhou quais provas serão apresentadas contra o casal e outros integrantes do regime venezuelano citados nas acusações.

Mais cedo, Trump afirmou que os Estados Unidos ainda avaliam quem assumirá o comando político da Venezuela após a queda de Maduro. Ele mencionou a líder opositora María Corina Machado como uma das possibilidades, mas ressaltou que ninguém ligado ao atual regime permanecerá no poder. O presidente também reforçou que Washington terá envolvimento direto e contínuo na indústria petrolífera venezuelana.

Horas após os ataques, María Corina Machado comemorou a captura de Maduro e declarou que “chegou a hora da liberdade” para os venezuelanos. Ela defendeu que Edmundo González, candidato da oposição nas eleições de 2024, assuma imediatamente o mandato constitucional e seja reconhecido como comandante-chefe das Forças Armadas do país.

Do lado venezuelano, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, divulgou um vídeo afirmando que a Venezuela irá resistir à presença de tropas estrangeiras. A vice-presidente do país reiterou que os planos de defesa do regime continuam em vigor. Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma invasão terrestre das forças norte-americanas.