Cursos técnicos: sempre em alta

O curso técnico, em geral, é um atalho para o mercado de trabalho, contudo o profissional não pode parar de estudar

Cursos técnicos: sempre em alta

Não são apenas as cidades mineradoras que precisam de mão de obra técnica-operacional em grande quantidade. É o Brasil inteiro. Tanto que o Governo Federal lançou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e pretende formar, até 2016, 8 milhões de trabalhadores para atenderem às necessidades do mercado. Para quem está preparado, as oportunidades são diversas e a expectativa é que aumentem ainda mais.

Em cidades como Itabira, que têm como atividade principal a mineração, alguns cursos técnicos tradicionais continuam tendo grande procura e os jovens formados conseguem emprego antes mesmo da formatura. De acordo com o diretor técnico da Fundação Itabirana Difusora do Ensino (Fide), Sebastião Souza, os cursos mais demandados são: Técnico em Mineração; Mecânica e Eletromecânica; Eletrônica, Eletroeletrônica e Automação; Segurança do Trabalho; e técnico em Edificações.

“No geral, os cursos técnicos sempre estiveram em alta, principalmente na região”, afirma Sebastião. “A área técnica e industrial é muito dinâmica. A tecnologia está sempre evoluindo e o profissional formado que continua buscando se aperfeiçoar sempre terá oportunidades”, diz. No caso de Itabira, diversas escolas oferecem cursos técnicos, como o Senai, referência em formação industrial que já foi sinônimo de porta de entrada para a Vale.

O salário de um profissional de nível técnico, de acordo com Sebastião, gira em torno de R$ 1.500, sem contar os benefícios. Além do mais, as oportunidades de crescer na carreira são muitas, por isso são tantos os interessados. É o caso de Jucélia Ribeiro, 29 anos, que trabalha na Sotreq. Ela fez o curso técnico em Produção na Fide, em 2005, e hoje atua no setor de treinamento. Antes de ser admitida na Sotreq, trabalhou em outra terceirizada da Vale, onde entrou como auxiliar e chegou à coordenação em dois anos e meio. “O curso me ajudou bastante”, afirma.

Hoje, além de trabalhar na área, Jucélia também leciona na escola onde estudou e está terminando a graduação. De acordo com ela, o curso técnico funcionou como um intermediário, já que muitas disciplinas que ela vê na faculdade foram estudadas a fundo no curso feito anteriormente.

Outra área que acompanha a mineração é a construção civil. Quando uma grande empresa se instala num município, movimenta a economia local e atrai pessoas e empresas de fora. Com isso a cidade cresce, impulsiona o setor de construção e abre vagas para profissionais técnicos da área.

O curso técnico, em geral, é um atalho para o mercado de trabalho, contudo o profissional não pode parar de estudar. Essa é uma ideia defendida por Sebastião. “Há a necessidade de uma escala. É como se fosse uma hierarquia em que o aluno começasse no curso de aprendizagem, passasse por um curso de capacitação, por um curso técnico para depois ingressar no superior”, afirma. Os profissionais que continuam a estudar, na visão do professor, têm mais condições de crescer dentro da empresa e ganhar cada vez mais.

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