Para começar e recomeçar
Fábio Lima: curso profissionalizante é ideal para começar a carreira
Com pouca ou nenhuma experiência, os jovens encontram dificuldades para conseguir o primeiro emprego no Brasil. Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado neste mês, constata que o país tem conseguido melhorar o nível de emprego, mas os jovens não têm se beneficiado desse quadro. Eles têm até três vezes mais riscos de ficarem desempregados do que um adulto, principalmente por causa da desqualificação profissional.
Segundo o documento, 25% das pessoas com idade para trabalhar no Brasil tinham entre 15 e 24 anos em 2012. Por outro lado, 46% dos desempregados eram jovens. A organização recomenda que, para reduzir o índice de desemprego entre essa faixa da população, é preciso investimento pesado em educação.
Para começar bem na carreira profissional, um bom caminho são os cursos profissionalizantes de curta duração. Em Itabira, cidade que cresce graças à força da mineração, o mercado está à procura de profissionais das mais diversas áreas e há cursos para qualificar todos eles. De acordo com o diretor da Byte Bit, Fábio Lima, a principal demanda está relacionada à construção civil, que tem crescido bastante nos últimos anos. “O curso profissionalizante é ideal para se aprender uma profissão. É também um suporte para quem pretende fazer uma graduação mais adiante”, afirma Fábio.
Os cursos mais procurados são de Mestre de Obras, Pedreiro, AutoCAD, Soldador, Caldeiraria, Eletricista Predial, Comandos Elétricos, entre outros. No caso dos pedreiros, que geralmente são autônomos, alguns estão ganhando praticamente o mesmo que um engenheiro em início de carreira.
Mesmo profissionais que têm muitos anos de prática estão buscando aprimorar os conhecimentos nas salas de aula. É o caso do encarregado de obras José Geraldo da Silva, de 48 anos. Natural de Bom Jesus do Amparo, Geraldinho, como é conhecido, mora em Itabira há quase 30 anos e trabalha na construção civil desde os 28. Mesmo com tantos anos de experiência, o pedreiro vai começar um curso profissionalizante no início do ano que vem. “Tenho muita prática, mas me falta a teoria. Um curso vai me ajudar a crescer mais profissionalmente”, disse. Ex-servente, Geraldinho já teve sob sua responsabilidade mais de 50 profissionais nas obras de construção de um prédio em Itabira. “Encarregado não é para mandar, é para liderar”, comenta, ao lembrar-se de sua trajetória.
Os cursos profissionalizantes duram, em média, de três a 10 meses – com exceção do de idiomas. Além dos jovens e dos profissionais experientes que querem se garantir no mercado, cada vez mais adolescentes e idosos também estão em busca dos cursos. Segundo Fábio, muitos aposentados retornam às salas de aula para aprender, por exemplo, um curso de informática. Alguns gostam tanto que acabam voltando à ativa.







