Caminhada de Nikolas percorreu 120km e já se encontra a cerca de 80 km de Brasília
Entre os participantes estão o ex-vereador Carlos Bolsonaro, os deputados federal Luciano Zuco (PL-RS), Sargento Gonçalves (PL-RN), Carlos Jordy (PL-RJ) e Magno Malta, senador, (PL-ES
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) encerrou nesta quinta-feira (22) o seu quarto dia de caminhada com mais de 120 quilômetros percorridos desde o ponto de partida, na cidade mineira de Paracatu, com chegada prevista para o domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
A caminhada começou na segunda-feira (19) como um ato simbólico em favor da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro e as “prisões injustas” do 8 de janeiro.
“Decidi caminhar até Brasília como um ato simbólico para poder trazer luz a odos os fatos que estão acontecendo”.
O deputado fez referências às manifestações populares de 2016, que culminaram no impeachment da então presidente Dilma Rousseff. “Em 2016, estávamos nas ruas para poder tirar a Dilma. Não subestimávamos o pode da rua, o poder do brasileiro. Não subestimo o poder da verdade, acho que tudo o que fazemos pode gerar um efeito maior do que imaginamos”.
Quando do início da caminhada, o parlamentar divulgou uma Carta aberta ao povo do Brasil, afirmando que o ato “não é um gesto de vaidade”. A mobilização é uma etapa pela liberdade e pelo tratamento digno aos presos do 8 de janeiro, do ex-presidente Bolsonaro, o ex-assessor Filipe Martins e o coronel Jorge Eduardo Naime. Nikolas garantiu uma caminhada ordeira e pacífica, sem objetivo de praticar crimes ou desordens. Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão.
Agradecendo o acolhimento da população, Nikolas afirmou que, apesar do desgaste físico, a caminhada representa um propósito que tem como objetivo “acordar essa nação”, salientando que nunca imaginou ter tantas pessoas acompanhando a mobilização. “Os participantes não estão aqui por sua figura pessoal, mas por acreditarem que o Brasil pode ser muito mais forte”.
Entre os participantes estão o ex-vereador Carlos Bolsonaro, os deputados federal Luciano Zuco (PL-RS), Sargento Gonçalves (PL-RN), Carlos Jordy (PL-RJ), Magno Malta, senador, (PL-ES) e vários outros parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de centenas de pessoas que vão aderindo à caminhada ao longo do percurso.
O deputado estadual de Mato Grosso do Sul, João Henrique Catan (PL), atualizou a localização do grupo na tarde desta quinta-feira e disse que faltam 80 km até o fim da caminhada.
“Faltam agora 80km para chegar em Brasília. Estamos chegando agora no distrito de São Bartolomeu onde vai encerrar o 4º dia”.
O deputado mineiro e participantes têm recebido manifestações de apoio, faixas, doações de água e alimentos. Um frigorífico da região de Cristalina, Goiás, preparou um churrasco para os presentes.
A caminhada promovida por Nikolas Ferreira rem incomodado a esquerda petista.
Os deputados federais Lindbergh Farias (RJ) e Rogério Correia (MG) encaminharam nesta quinta-feira (22) um ofício à Polícia Rodoviária Federal pedindo que o órgão interrompa a mobilização que se encaminha a Brasília, na BR 040, em protesto às prisões dos condenados do 8 de janeiro.
No documento, os parlamentares alegam que Nikolas e os demais participantes do ato não comunicaram previamente à PFR sobre a caminhada e relembram que a própria PRF teria reconhecido haver risco sobre o trânsito na rodovia.
“Trata-se de uma omissão estrutural que inviabilizou qualquer ação preventiva coordenada e transferiu integralmente o risco do evento para terceiros, participantes, usuários da rodovia e agentes públicos que não consentiram em se expor a tal situação”.
O ofício ressalta também que “há violações ao Código de Trânsito que condiciona qualquer interferência em via pública à autorização prévia da PRF, e as normas do Código de Aviação Civil, uma vez que o ato é acompanhado pro helicópteros, com relatos de pousos em locais próximos da pista sem consentimento de autoridade responsável pela área.
Em nota, e conforme reportagem da DeFato na edição desta quarta-feira (22), o deputado rebateu e disse ter oficiado previamente tanto a polícia quanto a Agência Nacional de Transportes Terrestres.




