AMIG pressiona Semad e reforça defesa dos municípios mineradores em Minas
Em reunião com o novo secretário Lyssandro Norton, entidade apresenta estudo da UFMG sobre alto custo de vida nas cidades mineradoras e propõe parceria para fortalecer a fiscalização ambiental
Representantes da AMIG Brasil estiveram, nesta terça-feira (11), na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad). A visita foi institucional e marcou o primeiro encontro com o novo secretário da pasta, Lyssandro Norton Siqueira.
O objetivo principal foi abrir diálogo com a nova gestão. Além disso, a entidade apresentou pautas estratégicas ligadas aos municípios mineradores e às cidades afetadas pela atividade mineral.
Defesa técnica dos municípios
O presidente da AMIG Brasil e prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, participou da reunião. Ele esteve acompanhado dos consultores Waldir Salvador, Thiago Metzker e Filipe Gaeta.
Durante o encontro, o grupo detalhou as ações técnicas desenvolvidas pela associação. Em especial, foram apresentados estudos e propostas voltados à compensação financeira, à legislação ambiental e aos impactos urbanos da mineração.
Entre os destaques, está a pesquisa encomendada ao IPEAD, vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O levantamento aponta que o custo de vida nas cidades mineradoras é mais alto do que em municípios com outras bases econômicas.
Segundo a entidade, esse cenário ocorre devido à pressão imobiliária, ao aumento da demanda por serviços públicos e à sobrecarga na infraestrutura urbana. Portanto, os municípios enfrentam desafios adicionais que nem sempre são compensados de forma proporcional.
Proposta de parceria com a Semad
Além do diagnóstico econômico, a AMIG apresentou propostas concretas. A principal delas envolve a criação de parcerias com a Semad para capacitação técnica das equipes municipais.
De acordo com Marco Antônio Lage, a intenção é fortalecer o protagonismo das cidades. “Propusemos que a AMIG e a Semad atuem juntas na capacitação dos municípios sobre a legislação ambiental vigente em Minas Gerais”, afirmou.
Dessa forma, os municípios poderão ampliar o conhecimento técnico. Consequentemente, terão mais segurança na fiscalização e na aplicação das normas ambientais.
Ainda segundo o presidente da AMIG, o diálogo institucional é essencial neste momento. Isso porque as cidades mineradoras lidam com impactos permanentes e complexos.
Contexto de mudanças estruturais
A reunião também ocorre em um cenário de transformações no sistema tributário nacional. Nesse contexto, a AMIG acompanha estudos sobre os efeitos da reforma tributária nas receitas dos municípios mineradores.
Embora o encontro tenha foco ambiental, a pauta fiscal permanece estratégica. Afinal, muitas dessas cidades dependem fortemente da arrecadação vinculada à atividade mineral.
Por isso, a associação defende equilíbrio na distribuição de receitas e segurança jurídica. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de desenvolvimento com responsabilidade social e ambiental.
Ao final da reunião, a entidade destacou a importância do diálogo contínuo com o Governo de Minas. Segundo Marco Antônio Lage, o compromisso é seguir trabalhando com responsabilidade, transparência e cooperação institucional.




