Pesquisa mostra números sobre gravidez na adolescência em Itabira
Ana Lúcia realizou o trabalho entre fevereiro e setembro de 2013 em escolas estaduais e municipais
A pesquisadora e educadora Ana Lúcia Nascimento concluiu um estudo sobre gravidez na adolescência em Itabira. O trabalho foi realizado entre fevereiro e setembro de 2013 em escolas estaduais e municipais. No total foram entrevistados 5.810 alunos das escolas que aceitaram participar do trabalho. Segundo o relatório, de março a setembro de 2013, 31 adolescentes, com idades entre 12 e 16 anos, ficaram grávidas. Quando considerado o período entre 2011 e 2013, esse número sobe para 81.
Itabira conta com 21 escolas municipais (urbanas e rurais) e 11 escolas estaduais, além de 16 creches. Foram convidadas a participar do trabalho seis escolas públicas municipais e seis estaduais. Da rede municipal, apenas uma escola se interessou pela pesquisa. Das escolas estaduais, quatro aprovaram a ideia e fizeram parte do trabalho.
O estudo abordou, ainda, as causas da gravidez precoce. Segundo Ana Lúcia, as principais são: estrutura familiar, falta de diálogo em casa e família ausente na vida do filho. Outras causas também foram identificadas na pesquisa, como: questões psicológicas, influência de amigos, falta de informação e acesso a métodos contraceptivos, violência sexual, questões sociais e baixa autoestima.
“Convém esclarecer que o trabalho foi realizado através de visitas, questionários e palestras, envolvendo a comunidade escolar, com a permissividade dos gestores e equipe técnica da escola. Em todas as palestras, os pais e/ou responsáveis pelos alunos foram convidados à participação”, afirma Ana Lúcia. Ela afirma ainda que não teve nenhum apoio financeiro, embora tenha apresentado a proposta a alguns órgãos.
AIDS
Natural de Governador Valadares, mas apaixonada por Itabira, Ana Lúcia não é da área da saúde, mas conhece como poucos a realidade de uma doença que ainda assola o Brasil: a AIDS. Professora de História e pós-graduada em Terceiro Setor, Gestão Cooperativa e Psicanálise, teve os primeiros contatos com o drama da doença há 18 anos. Foi quando percebeu que a educação é fundamental para a prevenção e iniciou sua missão.
Como profissional da educação, resolveu rodar o Brasil para adquirir experiência. Hoje seus projetos são reconhecidos por instituições de renome, incluindo o Ministério da Saúde. Em entrevista a DeFato em maio deste ano, Ana Lúcia falou de sua trajetória e reforçou a importância da educação na prevenção, numa aliança entre família e escola. A pesquisa feita em Itabira é parte do trabalho educativo que ela desenvolve Brasil afora.







