Caiado promete anistiar Bolsonaro e diz que Flávio ‘não tem vivência’
Caiado disse nunca ter negado suas origens à direita, mas critica a polarização
Em evento do PSD nesta segunda-feira (30), o partido filiou o deputado federal, Otoni de Paula, candidato à reeleição, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.
“Kassab me deu a palavra”, afirmou o governador, depois de comunicado pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, que havia sido escolhido para disputar o Planalto.
Possivelmente direcionado ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que também disputa o Planalto, Caiado afirmou: “não dá para aprender a governar sentado na cadeira”, e disse que ouviu esse conselho de seu pai, em 1989, quando se candidatou à Presidência pela primeira vez, ocasião em que alcançou o décimo lugar na corrida eleitoral.
“Não cabe a improvisação nesse momento. A experiência tem um peso muito grande e é assim que eu acredito na política”.
Caiado disse nunca ter negado suas origens à direita, mas critica a polarização, e afirmou que, se eleito, vai anistiar os condenados pelo ato do 8 de janeiro, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar.
O governador goiano acredita que a anistia vai ajudar a quebrar a politica polarizada do Brasil.
“Meu primeiro ato (se eleito) vai ser anistia ampla, geral e irrestrita, replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com muita maestria todos aqueles que se rebelaram realmente em uma verdadeira tentativa de golpe pela Aeronáutica”.
Novamente aludindo a Flávio Bolsonaro, Caiado é categórico em afirmar que “não se aprende a governar sentado na cadeira de Presidência da República. O que quero dizer é que não teve essa experiência, não acumulou essa experiência, não tem essa vivência como tratar com o Congresso, como tratar com o Supremo. O ímpeto da idade, às vezes, ela ultrapassa ali o momento de equilíbrio e governar não se governa por decreto, se governa dialogando”.
Ao falar da segurança pública, o governador salientou os melhores resultados no segmento em seu estado.
No entanto, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que Goiás não lidera o setor no índice da taxa de homicídios por 100 mil habitantes, estando em sexto lugar nesse ranking (21.4), superado por São Paulo (6.4), Santa Catarina (6.4), Distrito Federal (8.8), Minas Gerais (12.9) e Rio Grande do Sul (17.2).
Caiado deixa o governo de Goiás até 4 de abril, seguindo a legislação eleitoral. Seu vice, Daniel Vilela assume o seu lugar e deve lançar uma chapa para seguir no cargo nos próximos quatro anos.
Fonte: UOL




