Estudantes comparecem à Câmara de João Monlevade para discutir operação Tartatuga
Vereador Vanderlei Miranda recebe alunos e propõe formação de comissão dos estudantes para um diálogo com a Prefeitura
Alunos do Centro Educacional de João Monlevade compareceram na manhã dessa sexta-feira, 16 de agosto, à Câmara de Vereadores para serem ouvidos quanto à operação Tartaruga, feita pelos professores da rede municipal de ensino. O motivo é a não concessão de reajuste salarial por parte do Executivo. Os estudantes se dirigiram ao Legislativo por não serem recebidos na Prefeitura.
Na Casa, os alunos foram recebidos pelo presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desportos, Lazer e Turismo, vereador Vanderlei Miranda (PR). Na oportunidade, o edil explicou que o presidente da Casa, Guilherme Nasser (PSDB), estava em reunião na Secretaria de Saúde e posteriormente iria participar da recepção à cônsul dos Estados Unidos para Minas Gerais, Merry Miler. Como não pôde estar presente para se reunir com os estudantes, Guilherme agendou um encontro para a próxima segunda-feira, 19, na Prefeitura, junto ao prefeito Teófilo Torres, do mesmo partido, juntamente de uma comissão formada por 10 estudantes.
Os alunos afirmaram à Vanderlei que queriam apenas serem ouvidos e expor a preocupação com os prejuízos da operação Tartaruga. O vereador explicou que a Câmara sempre esteve disposta a ouvir todos os lados da questão para buscar um solucionamento, mas que a concessão de reajuste salarial para os servidores compete apenas à Prefeitura. “Buscamos sempre o diálogo franco por meio de encontros e reuniões para assim chegarmos a uma solução em comum”, explicou. O legislador sugeriu que fosse formada pelos alunos uma comissão para que pudessem tentar um encontro com o Executivo, intermediado pelo vereador Guilherme Nasser. A pedido do presidente do Legislativo, este encontro será na próxima segunda-feira.
Princípio de tumulto
Conforme destacado inclusive por algumas alunas, um grupo de estudantes aproveitou o momento para provocar tumulto no Legislativo. Quem esteve na Câmara pôde presenciar alunos usando a cadeira de rodas disponível para pessoas com dificuldades de locomoção, bem como o elevador, que devido ao mau uso apresentou problemas, ficando três estudantes presos no mesmo por cerca de 10 minutos. Além disso, o ambientalista Marcelo Sputinik tentou incitar os presentes, sendo contido pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de João Monlevade (Sintramon), Carlos Silva. O sindicalista ressaltou que aquele movimento era dos estudantes e eles é que estavam se manifestando.
Manifesto também na recepção à cônsul
Professores municipais foram à Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi), onde também manifestaram com faixas e cartazes. Na oportunidade, o vereador Guilherme Nasser conversou com representantes da categoria e intermediou um encontro entre eles e o prefeito_também para a próxima segunda-feira pela manhã.
Foto: ACOM/CMJM







