“Copa na Tora de Futsal” agita Itabira a partir desta sexta-feira
Começa nesta sexta-feira a 10ª “Copa na Tora de Futsal”. Os jogos serão no Ginásio Poliesportivo e prometem agitar as madrugadas de Itabira. A décima edição da disputa revela a seriedade na elaboração do torneio e a confraternização dos jovens itabiranos como os pontos diferenciais. Copa na Tora é um torneio de Futsal que teve […]
Começa nesta sexta-feira a 10ª “Copa na Tora de Futsal”. Os jogos serão no Ginásio Poliesportivo e prometem agitar as madrugadas de Itabira. A décima edição da disputa revela a seriedade na elaboração do torneio e a confraternização dos jovens itabiranos como os pontos diferenciais.
Copa na Tora é um torneio de Futsal que teve sua primeira edição realizada no mês de julho de 2004 em função do Bar Casarão, que funcionava no Paredão da rua Tiradentes. Sua idealização ocorreu através das “peladas” de férias que eram realizadas com a participação de amigos itabiranos presentes e ausentes. Como o Bar Casarão era o ponto de encontro dos jovens nas noites de férias do itabirano, serviu como local de reunião para idealização, organização e inscrição do torneio.
Como eram estudantes, os amigos ficavam de férias em Itabira e à noite se encontravam no Bar Casarão, de propriedade de quatro amigos que jogam o torneio até hoje.
Em uma das frias noites desse inverno de 2004 resolveram perguntar para os frequentadores se eles animavam jogar bola, participar de um torneio de futsal. Escreveram os nomes no papel e depois sortearam aleatoriamente os times. “Tudo na tora”.
Porém, mesmo com o fechamento do bar, o evento nunca deixou de acontecer e a Copa na Tora, em sua 10ª edição, sempre realizada paralelamente ao Festival de Inverno de Itabira, começa a ser realizada mais uma vez seguindo os mesmos princípios da sua primeira edição: os jogadores que fazem a inscrição para as 42 vagas são sorteados aleatoriamente em 6 times, que jogam entre si, seguindo as “regras oficiais das peladas”.
A cada ano os times possuem nomes diferentes que remetem a algo da cultura ou da natureza de Itabira ou do contexto sociopolítico brasileiro: Marzagões, Drummonzinhos, Nilocas, Batistinhas, Papolas, Cachoeira Alta, Cachoeira do Bongue, Cachoeira das Braúnas, Cachaça da Ponte, Cachaça Malatesta, Cachaça Itabirana, Maná, Morro Redondo, Serra dos Alves, Bongue, Macuco, Paulo Maluf, Juiz Lalau, Carlinhos Cachoeira, Marcos Valério, PC Farias, entre outros.
Depois da fase de pontos corridos, os dois piores times fazem a Final da Churrasqueira. O time perdedor faz churrasco para os outros jogadores e os convidados na festa de confraternização. O vice perdedor serve cerveja. Tem premiação para os campeões e para o “bola murcha” do torneio. Em média, nos dias de jogo, tem quase 150 pessoas assistindo às peladas pelas madrugadas afora.
O termo “na tora” se deu em função da organização de última hora, das regras dos jogos baseadas nas regras das peladas, da forma como são escaladas as equipes e também dos locais dos jogos e da festa de confraternização, que sempre são definidos no último momento. Hoje a situação está mais evoluída, afinal, são 10 copas realizadas.
As duas primeiras copas foram realizadas na quadra do Trailer do Bento. Durante todos esses anos já foram realizados jogos nas quadras do Hospital Nossa Senhora das Dores, do Gabiroba, do Real antigo, do Valério, do Clubinho, do Clube Atlético Itabirano e também no Poliesportivo.
“Gostaríamos de agradecer à Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, que pela quarta vez nos cede o Ginásio Poliesportivo para a realização dos jogos”, diz Rodrigo Camilo, um dos organizadores da Copa.
Hoje, a Copa na Tora é uma confraternização entre amigos e futuros amigos, já prevista pelos amigos para todos os anos no calendário do mês de julho. “Nossa intenção foi sempre jogar bola com o pretexto de reencontrar os amigos e fazer novos amigos. E claro, tomar uma cerveja fazendo churrasco após o jogo da final!”, reiterou Rodrigo.