Rir é o melhor remédio
Apresentações do trio percorrem várias cidades de Minas: Belo Horizonte já recebeu mais de 50
Matéria publicada na edição 246 da Revista DeFato
Não é um ditado popular apenas. Rir faz bem à saúde e é recomendado por médicos e terapeutas. Com o intuito de amenizar o sofrimento daqueles que lidam com a difícil rotina hospitalar e oferecê-los esse remédio que não tem efeito colateral é que o grupo La Trupe foi criado pelo administrador Olímpio Lage.
Em 2007, dois meses após terminar um tratamento de quase dois anos contra um câncer no sistema linfático, o itabirano resolveu voltar ao Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, com a missão de levar alegria aos pacientes. Na primeira apresentação, Olímpio, o irmão Pedro e o amigo Fábio improvisaram. “Não tínhamos feito ensaio nenhum. Na hora a gente resolveu o que ia fazer, quando estávamos maquiando. Só tínhamos a maquiagem e um violão”, lembra.
O improviso deu certo. Os pacientes e funcionários gostaram e se divertiram com as peripécias do trio, tanto que o pedido de retorno foi imediato. Um tempo depois, o grupo ganhou do hospital um certificado de melhor projeto social desenvolvido no âmbito hospitalar.
La Trupe já se apresentou em várias cidades: Mariana, João Monlevade, Santa Bárbara, Itabira, entre outras. Só na capital foram mais de 50 exibições. Além de hospitais, os mensageiros da alegria vão a escolas, asilos, creches e associações.
Quatro anos após a primeira apresentação, o grupo conta com participações de alguns voluntários e têm uma linha artística delineada, com música e poesia baseada em Drummond e Machado de Assis, além do nordestino Zé da Luz. “Transformamos os poemas em música. Cantamos, recitamos, interagimos”, diz Olímpio. A inspiração, em parte, vem do grupo Teatro Mágico, desde quando ainda nem era famoso.
Para seu fundador, o La Trupe é um projeto gratificante. Para quem esteve em um leito de hospital, ter a oportunidade de levar alegria às pessoas é um privilégio. “Você olha para um lado, tem um passando mal; olha para o outro, tem um triste e desacreditado. Então, nesse momento é que a gente está lá e coloca uma faísca de esperança. As pessoas esquecem aquele sofrimento. Se a pessoa não estiver feliz, o tratamento não dá resultado”.