Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Barão de Cocais
Armando Verdolin (d) e Djavan tiveram os diplomas cassados pela Justiça Eleitoral
A Justiça Eleitoral acatou a denúncia do Ministério Público e decidiu cassar os diplomas do prefeito Armando Verdolin Brandão e de seu vice Antônio Francisco Marques, o Djavan, de Barão de Cocais. Eles foram acusados de compra de votos durante o último período eleitoral. O ex-prefeito do município, Geraldo Abade das Dores, apoiador da dupla eleita, também foi punido com multa.
O Ministério Público ofereceu denúncia de que a dupla e o ex-prefeito Abade doaram blocos de calçamentos e entregaram cestas básicas e materiais de construção a eleitores. Além disso, segundo o MP, também foi observado um “aumento significativo” de consultas e exames médicos, no período eleitoral, em Barão de Cocais.
Durante o processo, os acusados negaram as irregularidades. A defesa de Armando e Djavan afirmou que as doações de blocos e entregas das cestas básicas e dos materiais de construção foram feitas pela Administração Municipal, no governo de Abade, de forma lícita, dentro da legalidade.
O juiz eleitoral Espagner Wallysen Vaz Leite, da 12ª Zona de Alvinópolis, responsável pelo processo em Barão de Cocais, não acatou os argumentos da defesa e decidiu cassar os diplomas de Armando e Djavan, além de deixá-los inelegíveis por oito anos. Geraldo Abade foi multado em 50 mil Unidade Fiscal de Referência e também perdeu o direito de disputar cargos eletivos por oito anos.
A sentença ainda decide que se tornam nulos os votos dados a Armando e Djavan. Por causa disso, será necessária outra eleição, desde que a decisão em primeira instância seja acatada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE/MG). Enquanto isso, prefeito e vice continuam nos cargos.
