Ex-ministro prevê Itabira como uma “nova Viçosa” em cinco anos

Paulo Haddad prevê Itabira como polo em educação

Ex-ministro prevê Itabira como uma “nova Viçosa” em cinco anos

O ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, Paulo Haddad, proferiu palestra durante o 2º Workshop de Mineração para Jornalistas, promovido pela Anglo American, em São Paulo, na última quarta-feira, 15 de maio, e deu exemplo de Itabira como uma cidade que soube se aproveitar bem dos recursos da mineração. Para ele, o município será um grande polo de formação técnica, semelhante ao que é Viçosa.

Paulo Haddad comentou que esteve em Itabira décadas atrás e que, a pedido do Governo Municipal, realizou uma pesquisa para saber em que o município deveria investir para garantir a diversificação econômica. “Concluímos que havia dois aspectos: o primeiro é ser um grande polo de formação técnica para o quadrilátero ferrífero; o segundo um polo de saúde”, disse. “Em cinco anos, teremos uma Viçosa dentro de Itabira”, prevê o ex-ministro, se referindo aos cursos de engenharia oferecidos pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei) no campus itabirano.  

O ex-ministro enxerga Itabira no caminho certo. Ele lembrou que durante muito tempo imperou o medo no município, especialmente porque as primeiras previsões eram de que o minério teria a exaustão em 2020. Agora, com o beneficiamento do itabirito, a Vale prevê, pelo menos, mais 30 anos de atividades nas minas de Itabira. “Os itabiranos superaram o temor, passaram da dependência para o caminho da diversificação. Hoje, a cada cinco itabiranos, um vai trabalhar nas minas e outros quatro fora dela”, afirmou.

Durante a palestra no Workshop realizado pela Anglo American, o ex-ministro falou sobre ações de sustentabilidade dentro de projetos da mineração. Ele defendeu que os municípios devem sempre estar preocupados com a diversificação e que as próprias empresas já se importam mais com isso.

“A diversificação é o tema da hora. E os rumos da mineração dependem de como a sociedade se porta diante dela. Se não houver a preocupação, será apenas uma atividade extrativista. Mas, se houver mobilização e boa vontade, é uma fonte riquíssima para novos investimentos”, analisou. 

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