Jovem que perdeu R$ 500 mil em bets vende café em semáforo para ajudar a superar o vício

Tudo teve início em 2020 com palpites pequenos de R$ 5 a R$ 50 em apostas esportivas

Jovem que perdeu R$ 500 mil em bets vende café em semáforo para ajudar a superar o vício
Venda de café nos semáforos é também uma forma de combate ao vício- Foto: Arquivo pessoal/Via G1

A história do catarinense Gustavo Pereira, 24 anos, viralizou nas redes após ele adotar a venda de café e chocolate quente em um semáforo de Lages, na serra de Santa Catarina, como ferramenta para superar o vício em aposta online, onde estima ter perdido ao menos R$ 500 mil em bets, entre 2020 a 2026, acumulando uma dívida ativa de aproximadamente cerca de R$ 150 mil em empréstimos.

Tudo teve início em 2020 com palpites pequenos de R$ 5 a R$ 50 em apostas esportivas. O descontrole migrou para cassinos online, perdendo a noção de valores, o que consumiu integralmente o seu salário de R$ 10 mil como supervisor e vendeu bens pessoais como TV, notebooks e roupas.

Na tentativa de interromper o ciclo e sem manter “limpo há três meses”, o jovem adotou medidas drásticas de restrição financeira e digital, utilizando o mecanismo oficial de bloqueio de digitais em sites de apostas fornecidos pelo Ministério da Fazenda, além disso, desinstalou aplicativos de banco do celular e transferiu o controle do saldo para conta de terceiros, ainda, passou a carregar apenas dinheiro em espécie para inviabilizar depósitos instantâneos via Pix.

Junto a isso, adotou mudanças práticas à terapia psicológica.

Como o principal gatilho do jogo ocorria nos momentos de ócio, Gustavo optou em ocupar seu tempo, conciliando três ocupações em uma rotina que vai das 4hs da manhã até a meia noite.

Pela manhã, prepara e vende bebidas no semáforo sob a marca de “café do Guga”, atuando nas vendas corporativas na tarde e, à noite, trabalhando como garçom.

A iniciativa nas ruas converteu-se em uma rede de conscientização e apoio e o contato direto com as pessoas o ajudou a resgatar a autoestima e reconstruir a credibilidade perdida durante o período da dependência.

*Fonte: G1/Rádio Pampa