Mostra de Teatro de Rua transforma espaços públicos de Itabira em palcos culturais

O projeto busca incentivar a convivência comunitária, a formação artística e o fortalecimento da economia criativa

Mostra de Teatro de Rua transforma espaços públicos de Itabira em palcos culturais
Foto: Jardel Mendes/DeFato
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A Mostra de Teatro de Rua de Itabira (MOSI) iniciou sua programação oficial nesta quinta-feira (17), com atividades gratuitas voltadas à ocupação de espaços públicos, escolas e centros culturais do município. Sob o lema “A rua é o palco; A cidade é o encontro”, o evento reúne coletivos locais e companhias convidadas para promover manifestações artísticas, cortejos e apresentações teatrais.

A solenidade de abertura ocorreu na Praça do Pará e contou com a participação dos Marujos e Congados de Itabira, além dos desfiles do cortejo “Olha o Palhaço no Meio da Rua” e do Cortejo Xequeritas. A agenda noturna inclui a exibição da peça cômica “Acredite, um Espírito Baixou em Mim”.

O projeto busca incentivar a convivência comunitária, a formação artística e o fortalecimento da economia criativa em um município historicamente ligado à atividade mineradora. O cronograma do festival abrange espetáculos de dança, circo e teatro, apresentações musicais, oficinas educativas, debates e a feira de artesanato e economia criativa. O festival reúne atrações provenientes de Itabira, Belo Horizonte, Sete Lagoas, Jundiaí, São Paulo e Rio de Janeiro.

Marcos Alcântara, diretor-presidente do Instituto Alcântara, realizar o MOSI tem sido uma experiência incrível para nós do Instituto Alcântara. “Reconhecemos a potência das artes cênicas para impulsionar o desenvolvimento cultural de Itabira. Montamos uma caixa cênica na rua, com cadeiras, para que a população assista gratuitamente a espetáculos que normalmente estão em grandes capitais. Buscamos envolver todo o segmento cultural da cidade, gerar emprego e renda, e mostrar que Itabira pode assumir protagonismo na cena cultural mineira e brasileira. Acreditamos na potência das cidades mineradas e queremos despertar o olhar dos itabiranos para outras vertentes culturais.”

Carlos Alberto, coreógrafo do grupo Tumbaitá, contou um pouco sobre o trabalho do grupo na valorização e preservação das manifestações culturais tradicionais. O instrutor de dança ressaltou que participar dessa mostra de teatro é uma oportunidade importante para mostrar nosso trabalho e valorizar a cultura popular. Estou no grupo há três anos como coreógrafo, antes era dançarino. Trabalho com cultura popular há bastante tempo, e este ano o Tumbaitá completa 30 anos.

Rosângela Maia, presidente da Associação dos Congados de Itabira, durante a apresentação da Guarda de Nossa Senhora do Rosário, mencionou sobre “a participação nos grupos de marujada e em todo o movimento cultural de Itabira tem um significado de união e respeito. Mostramos que, com união, vamos vencer as dificuldades e a discriminação que ainda existe na cidade. A fé que trazemos dos nossos ancestrais nos dá força. Esta festa é de resgate e união, mostrando que com simplicidade podemos ser felizes. Itabira precisa de alegria, amor, respeito e união entre as diferenças”.

Bruno Messias, regente de percussão, que comandou os grupos Xequeritas e Orê, o diretor musical, participar desta mostra de teatro em Itabira, “é uma alegria levar nossa arte para a rua, pois ela retrata uma manifestação tão forte da cidade. Resgatar essa cultura em um festival de grande importância que nasce aqui é muito significativo para nós”.