Prefeitos do Médio Piracicaba discutem com a Copasa novo modelo de saneamento

Reunião articulada pela Amepi colocou municípios atendidos pela companhia em contato direto com as equipes técnica e jurídica para esclarecer as condições de uma possível adesão ao novo contrato

Prefeitos do Médio Piracicaba discutem com a Copasa novo modelo de saneamento
Foto: Divulgação/Amepi

As condições para a continuidade da prestação dos serviços de saneamento pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foram discutidas diretamente entre prefeitos do Médio Piracicaba e representantes da empresa na quarta-feira (16). O encontro foi articulado pela Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Piracicaba (Amepi) e reuniu gestores de cidades associadas atendidas pela companhia.

A reunião teve como foco a nova modelagem contratual apresentada pela Copasa e a proposta de formação de um bloco de municípios para adesão ao modelo. Os prefeitos puderam apresentar dúvidas e buscar esclarecimentos sobre as condições previstas antes de avançarem em qualquer decisão.

Entre os assuntos colocados em discussão estiveram as responsabilidades atribuídas aos municípios e à companhia, além dos aspectos jurídicos, técnicos, operacionais, financeiros e regulatórios da proposta. As regras para ingresso no bloco também fizeram parte da conversa.

Para a Amepi, a dimensão do tema exige que os gestores municipais tenham acesso direto às informações antes de definir os próximos passos. O presidente da entidade, Augusto Henrique (Cidadania), que também é prefeito de Rio Piracicaba, destacou a importância desse diálogo.

“A Amepi entende que este é um momento que exige diálogo, informação e segurança para os gestores municipais. Queremos que os prefeitos tenham a oportunidade de apresentar seus questionamentos diretamente à Copasa e conhecer, de forma clara, todas as condições envolvidas antes de tomar qualquer decisão”, afirmou.

Discussão conjunta

A entidade buscou concentrar a discussão em uma agenda regional, reunindo os municípios que possuem serviços prestados pela Copasa. A intenção é permitir que cada prefeitura avalie as condições apresentadas considerando a realidade local, sem perder de vista os interesses comuns da região.

“A construção coletiva pode contribuir para que cada município avalie com maior segurança os impactos da nova modelagem e, ao mesmo tempo, fortalecer a posição institucional da região nas negociações com a Copasa”, destacou Augusto.

A articulação também pode abrir caminho para uma etapa posterior do processo. Caso os esclarecimentos apresentados pela Copasa sejam considerados suficientes e haja concordância dos municípios, aqueles que estiverem aptos e decididos a aderir poderão avançar para a formalização e assinatura dos novos instrumentos.

Neste momento, porém, a Amepi mantém como prioridade a interlocução entre os prefeitos e a companhia. A entidade considera que o conhecimento detalhado das condições jurídicas, técnicas, financeiras e operacionais é necessário para que cada município possa avaliar os possíveis impactos sobre os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Municípios participantes

Estiveram na reunião prefeitos de dez municípios associados à Amepi e que são atendidos pela Copasa.

Além de Augusto Henrique, de Rio Piracicaba, estiveram presentes Lindouro Modesto Gomes (PT), de Alvinópolis; Geraldo Abade das Dores (PSD), de Barão de Cocais; Samantha Ávila (PSD), de Bela Vista de Minas; Wanderlei dos Santos Ribeiro (PP), de Bom Jesus do Amparo; Marciny Martins Pereira (PRD), de Dionísio; José Bráulio Aleixo (União), de Dom Silvério; Waldir Caetano (PSD), de Nova União; Alcemir Moreira (Cidadania), de Santa Bárbara; Fernando Rolla (Avante), de São Domingos do Prata; e Ailton Geraldo dos Santos (PL), de São José do Goiabal.