Após quatro dias de programação, Mostra de Teatro de Rua de Itabira encerra primeira edição

Evento promoveu apresentações, oficinas e atividades culturais em pelo município

Após quatro dias de programação, Mostra de Teatro de Rua de Itabira encerra primeira edição
Foto: DeFato Online/Jessica Santos
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A primeira edição da Mostra de Teatro de Rua de Itabira – MOSI chegou ao fim neste domingo (20), encerrando quatro dias de programação dedicada às artes cênicas e à ocupação cultural dos espaços públicos. 

O último dia reuniu circo, teatro e música, com uma programação que contou com a Charanga da Tramp, um espetáculo lúdico que resgata a tradição das antigas charangas de circos mambembes, a peça “Grande Sertão: Veredas — Riobaldo”, fazendo interpretação da literatura de Guimarães Rosa e o Samba da Januário, responsável por fechar a mostra em clima de celebração.

Para Marcos Alcântara, diretor-presidente do Instituto Alcântara, responsável pela mostra, um dos aspectos mais marcantes da experiência foi a forma como os artistas se aproximaram da cidade durante a passagem por Itabira.

“Os artistas quiseram conhecer Itabira, as nossas potências, sobre a obra de Carlos Drummond de Andrade e também buscar uma conexão com as pessoas da cidade”, afirmou.

Segundo ele, essa aproximação acabou refletida nos próprios espetáculos.  “Desde quinta-feira, os atores falaram dos nossos bairros, falaram das nossas ruas, das nossas esculturas e dos estabelecimentos comerciais de Itabira. Trouxeram elementos da nossa cidade para dentro do palco”, destacou.

Além das apresentações, a MOSI promoveu oficinas, feira de artesanato e economia criativa. A proposta foi ampliar o acesso à cultura e estimular o encontro entre artistas, moradores e produtores locais.

Por se tratar de uma iniciativa inédita no município, a realização do festival exigiu construção coletiva e adaptação ao longo do processo. “Foi um aprender fazendo. Todo mundo da produção, parceiros e entidades que apoiaram o evento precisaram buscar entender como fazer um festival como esse”, comentou Marcos.

Ao avaliar o resultado da primeira edição, ele ressaltou a participação do público e a receptividade às atividades realizadas ao longo da semana.

“Para a gente é muito positivo todos os elementos que conseguimos trazer na MOSI: formação, descentralização cultural, ações nas escolas, mobilização das ruas e da praça, além da feira, gerando emprego e renda”, disse.

Com o encerramento da programação, a mostra deixa como legado a experiência de levar o teatro para além dos palcos convencionais e aproximar diferentes públicos da produção cultural. “O principal é o público batendo palma e trazendo de volta essa Itabira mais feliz, essa Itabira para todos”, concluiu o diretor-presidente do Instituto Alcântara