PF investiga contrabando de migrantes para os Estados Unidos em Minas Gerais

Operação Chihuahua cumpre mandados em Central de Minas e apura envio ilegal de mais de 270 brasileiros ao país norte-americano entre 2021 e 2024

PF investiga contrabando de migrantes para os Estados Unidos em Minas Gerais
Foto: Reprodução / PFMG

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (6), a Operação Chihuahua, para combater um esquema de contrabando de migrantes para os Estados Unidos. A ação é realizada em Central de Minas, no Leste de Minas Gerais, onde são cumpridos mandados de busca e apreensão contra investigados por participação na organização criminosa.

Segundo a PF, o grupo é apontado como responsável pelo envio ilegal de mais de 270 brasileiros aos Estados Unidos entre 2021 e 2024. O principal suspeito seria responsável por organizar as viagens, desde a saída do Brasil por via aérea até a entrada irregular em território norte-americano, por meio do México.

Investigação aponta movimentação de R$ 270 milhões

As investigações indicam que o principal suspeito, o irmão dele e outros sete investigados teriam estruturado um esquema para ocultar o patrimônio da organização criminosa. O grupo operava sete empresas que, durante o período analisado, movimentaram aproximadamente R$ 270 milhões.

Desse total, quase R$ 12 milhões seriam provenientes do contrabando de migrantes. A PF estima que cada pessoa teria pago cerca de US$ 20 mil aos investigados pela promessa de emigrar para os Estados Unidos.

De acordo com a investigação, empresas de fachada e mecanismos de lavagem de dinheiro eram utilizados para esconder a origem dos valores. A PF realizou análises financeiras, mediante autorização judicial, para rastrear os recursos e identificar possíveis práticas de ocultação de patrimônio.

Justiça autoriza bloqueio de R$ 27 milhões

A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões vinculados à organização criminosa. Também foram determinadas medidas de sequestro de veículos relacionados aos investigados, com o objetivo de assegurar a efetividade das restrições patrimoniais.

A operação busca reunir provas sobre o esquema de contrabando de migrantes e as possíveis práticas de lavagem de dinheiro.