Advogado é indiciado por importunação sexual contra adolescente de 17 anos em Itabira
Investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher reuniu depoimentos de testemunhas, imagens e relato da vítima

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a investigação sobre uma denúncia de importunação sexual contra uma adolescente de 17 anos em Itabira e indiciou um advogado de 68 anos pelo crime previsto no artigo 215-A do Código Penal. A pena prevista para esse tipo de delito é de um a cinco anos de reclusão.
O episódio aconteceu em agosto, depois que a adolescente deixou um clube da cidade. Conforme apurado pela investigação, o homem, que já era conhecido da família da jovem, ofereceu uma carona para levá-la até em casa. Durante o percurso, segundo o relato apresentado à polícia, ele teria feito contatos físicos de natureza sexual e outras investidas contra a adolescente.
Ainda de acordo com a investigação, a jovem pediu que o comportamento cessasse e chegou a solicitar que o veículo fosse parado para que pudesse sair. Ao desembarcar em frente à residência, ela contou aos familiares o que havia acontecido.
A ocorrência foi registrada inicialmente pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), acionada pela mãe da adolescente. O caso, posteriormente, foi encaminhado à Polícia Civil, que instaurou o inquérito por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Itabira.
Durante a apuração, foram ouvidos familiares da adolescente, testemunhas que estavam com ela antes do episódio e o próprio investigado. A polícia também reuniu imagens feitas pela jovem durante o trajeto. Ela foi atendida pela rede de proteção do município e passou por escuta especializada.
Segundo o delegado João Martins Teixeira Barbosa, responsável pela investigação, o conjunto de elementos reunidos no inquérito sustentou o indiciamento. O delegado afirmou que o depoimento da adolescente permaneceu coerente ao longo da apuração e foi considerado compatível com os demais elementos obtidos pela polícia.
“As provas colhidas no inquérito são convergentes e apontam para a prática do crime. O relato da vítima foi firme e coerente desde o primeiro momento e encontrou respaldo nos demais elementos de investigação. É importante reforçar que nenhuma forma de contato de natureza sexual sem consentimento é tolerável, e que a confiança depositada por uma adolescente jamais pode ser usada como oportunidade para esse tipo de conduta”, afirmou João Martins Teixeira.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Caberá às instituições analisar os elementos apresentados pela Polícia Civil e decidir sobre os próximos encaminhamentos do caso.