Sindicato reduz proposta, mas Cisne se mantém irredutível e greve continua

Irredutíveis, os representantes da Cisne mantiveram os 6,53% de reajuste oferecidos aos trabalhadores da empresa

Sindicato reduz proposta, mas Cisne se mantém irredutível e greve continua

Apesar de o Sindicato dos Rodoviários de Itabira reduzir a proposta inicial de reajuste salarial dos motoristas, dos R$ 1.500,00 pedidos inicialmente, para R$ 1.378,00 – equiparando aos salários pagos pela Enscon Ltda, de João Monlevade –, a Transportes Cisne se manteve irredutível e manteve os 6,6%, rejeitando a nova proposta.

A recusa ocorreu na tarde desta quinta-feira, 14, durante uma audiência de tentativa de conciliação, na Vara do Trabalho, na avenida Cristina Gazire.

Em 1h25min de negociação os representantes legais da Cisne, Fabiano Penido Alvarenga e Gilberto Beraldo, rejeitaram duas novas propostas apresentadas pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários, Cáscio Francisco Cota e pelo representante jurídico, o advogado Jorge Romeor Chegury.

Na primeira proposta apresentada pelo sindicato, esta tarde, Cáscio Cota, reduziu de R$ 1.500,00 para R$ 1.400,00 (de 17% para 12,5%) o salário básico de um motorista, e de R$ 900,00 para R$ 784,00 o salário do agente de bordo (trocador), com ticket alimentação no valor de R$ 330,00. A redução, entretanto, não sensibilizou os representantes da Cisne e a proposta foi recusada.

Nova recusa

A juíza do Trabalho, Wanessa Mendes de Araújo, tentou novamente que as duas partes entrassem num acordo e “pediu” aos representantes da Cisne que ponderassem.

Quase ao final da audiência e de esgotadas as tentativas de conciliação, os representantes do sindicato propuseram nova redução. A proposta equipararia os salários pagos pela Cisne aos da Enscon – R$ 1.378, 00 para motoristas e R$ 754,80 para trocadores – embora as duas cidades tenham características e realidades diferentes, conforme ressaltou Cáscio Cota.    

Mais uma vez os representantes da Cisne disseram “ser impossível" proporcionar qualquer acréscimo além dos 6,6% oferecidos pela empresa.

A justificativa foi de que “a empresa vem enfrentando prejuízos, pela ausência na correção da tarifa urbana”. Diante da segunda recusa e da impossibilidade de acordo, a juíza Wanessa Mendes deu como encerrada a audiência.