Com medo de atropelamentos, moradores querem mão única em rua do Pará
Trecho estreito e sem passeio, na Alfredo Sampaio, obriga pedestres e ciclistas a passarem quase espremidos no muro
O medo causado pelos constantes acidentes de trânsito, além do risco de atropelamentos, faz com que a maioria dos moradores do trecho final da rua Alfredo Sampaio – entre os bairros Pará e Moinho Velho –, reivindique que parte da via se torne de mão única. Os moradores já fizeram mais de um abaixo-assinado, mas ainda não conseguiram a atenção da Prefeitura.
O fato de ser muito estreita e não ter passeio em um dos lados, além de um grande fluxo de veículos em horário de pico, são alguns dos motivos alegados para que a via se torne de mão única.
Outro forte argumento dos moradores e de pais de alunos se refere ao risco de acidentes envolvendo crianças da escola Amiguinhos da Mônica (de educação infantil), que funciona no final da rua, em frente a uma rotatória.
Conforme depoimento dos moradores, o trecho mais crítico – que é de grande aclive – fica entre a esquina da Alfredo Sampaio com a rua Tamoios, no Pará (onde há uma escada), e a rotatória de acesso às ruas Antonina Moreira e Joaquim Moraes de Brito, no bairro Moinho Velho.
Para o aposentado Raimundo Drummond, 72 anos, morador da rua há 32 anos, o trecho deveria ter mão única “há muito tempo”. Sua casa, que fica numa curva e início da descida, teve que passar por diversas reformas no muro e portões, após colisões ocorridas ao longo dos anos.
“Seria muito bom essa mudança no trânsito desta rua. Fizemos diversos abaixo-assinados para mudar isso. Em minha opinião, o melhor seria que os carros apenas descessem, apesar de que a última batida que deram no meu muro, o carro estava subindo”, contou de forma bem-humorada.
O pedreiro Agenor Turino da Silva, 51, que mora algumas casas abaixo, comunga com a opinião do aposentado. “Não pode ter carro subindo e descendo não. A rua é estreita demais para ter mão em dois sentidos e sempre têm carros batendo em muros”, opinou. O pedreiro tem sobrinhos com idade entre três e oito anos e também teme o risco de atropelamentos.
Os dois lados
Para a professora Sueli Oliveira Figueiredo, também a favor de que a via se torne mão única, os órgãos responsáveis pelo trânsito no município deveriam avaliar a situação e elaborar um projeto mudando o trânsito na região.
“Sou a favor da mão única sim. A rua não tem passeio, não tem espaço físico para o pedestre andar, principalmente as crianças. É só fazer um projeto de forma que atenda o interesse da maioria”, disse a professora.
Já o aposentado Maurilho Oliveira Figueiredo, 54 anos, e irmão de Sueli, disse ser a favor de que a via continue sendo mão dupla.
“Sou contra ser mão única. Vai prejudicar muito e dificultaria o trânsito de toda esta região. E se precisarmos de um atendimento de urgência pelo Samu, por exemplo? Até a ambulância dar a volta e encontrar a melhor forma de acesso seria um tempo maior perdido”, opinou.
Outros moradores, que preferiram não gravar entrevista, reclamaram da dificuldade de entrar e sair com os veículos da garagem, em determinados horários, por causa do movimento constante de carros. São ao todo 17 garagens no trecho de cerca de 180 metros.
O excesso de velocidade de alguns veículos, naquele trecho, além da falta de redutores de velocidade também foram alvo de reclamações.