Moradores do Centro, Pará e outros bairros reclamam da falta de coleta de entulhos
A rua Alfredo Sampaio, no bairro Pará, está sem coleta de entulhos desde o início de fevereiro
Moradores de algumas ruas do Pará, Centro e de bairros mais afastados da região central de Itabira reclamam da falta da coleta de apoio – que faz a remoção de entulhos, galhos e resíduos não recicláveis – pela Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb). Em algumas ruas, a coleta não ocorre há mais de um mês.
De acordo com alguns moradores da rua Alfredo Sampaio, no bairro Pará, a coleta de entulhos – normalmente feita semanalmente, entre a manhã da sexta-feira e o sábado – não acontece desde o início de fevereiro. A última coleta, segundo os moradores, foi feita no último final de semana antes do Carnaval.
Apesar de preferirem não gravar entrevista, nem se identificar, os moradores não pouparam críticas à autarquia municipal pela demora na coleta, o que causou o acúmulo de lixo nas calçadas.
A reportagem percorreu bairros e conversou com residentes das ruas Joaquim Murtinho e Alfredo Sampaio (Pará); Sady Pereira e Mestre Emílio (Centro), entre outras, e registrou o acúmulo de entulho, madeira, móveis velhos, entre outros utensílios domésticos descartados. Houve ainda reclamações de falta de coleta em ruas dos bairros Bela Vista, Gabiroba e Amazonas.
Itaurb
De acordo com o gerente operacional da Itaurb, Elísio Marcos, a autarquia enfrenta dificuldades, entre outras, a falta de caminhões disponíveis – quatro compactadores “estão quebrados” – e de um triturador de madeira, além de ter limitações no descarte de lixo, motivadas pela nova política nacional de resíduos.
“O que ocorre é que estamos com três caminhões compactadores com motor fundido e um quarto em manutenção, o que faz com que tenhamos que usar os caminhões de apoio na coleta de lixo orgânico e seletiva, que são prioritárias. Teremos também que adaptar os caminhões de apoio, transformando-os no chamado caminhão verde, para a coleta de galhos de árvores. As podas em Itabira acontecem muito, ocorrem em grande número”, explicou o gerente.
Ainda segundo Elísio Marcos, a coleta de apoio só deverá ser normalizada em torno de 60 a 70 dias, quando deve estar solucionado o problema de exaustão do aterro sanitário, a conclusão na manutenção dos caminhões e a possível compra de novos caminhões e equipamentos, incluindo um triturador.
A compra de um equipamento específico para triturar madeira, assim como os problemas enfrentados pela Itaurb, foram confirmados recentemente, numa coletiva de imprensa, pelo diretor-presidente da Itaurb, Carlos Carmelo Torres, Cac.