Reduzir custos e aumentar o abastecimento são os maiores desafios do Saae
Jacir Primo fez um detalhado relato dos problemas e possíveis soluções para a autarquia municipal
A redução nos custos sem que ocorra redução de pessoal, a substituição de equipamentos e maquinário sucateados, além de solucionar a deficiência no abastecimento de água do município são os principais problemas a serem solucionados pelo diretor-presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Jacir Benelli Primo.
Na coletiva de imprensa, na tarde dessa quinta-feira, 28 de fevereiro, no auditório da Prefeitura, Jacir Primo e o prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) traçaram um minucioso relatório com os diversos aspectos dos problemas encontrados e as possíveis soluções – a curto, médio e longo prazo – para a autarquia.
Apesar da extensa lista de problemas e da urgente necessidade de investimentos para que não ocorra uma imediata redução no abastecimento, ou mesmo falta de água no município, Damon de Sena afirmou que o Saae foi o setor "mais estabilizado" se comparado com a Itaurb e demais secretarias e departamentos.
De acordo com Jacir Primo, o Saae tinha 61 cargos de chefia na administração anterior, para um quadro de 270 funcionários, o que representava "ter um chefe para quatro funcionários". A autarquia, segundo ele, conta atualmente com 27 cargos.
"Um dos nossos desafios é reduzir os custos com pessoal sem reduzir o quadro de funcionários. Para isso estamos eliminando as horas extras e voltando a carga horária para 8 horas por dia, 44 horas semanais. Mesmo com a mudança cada funcionário trabalhará apenas um em cada quatro sábados no mês", explicou.
ETE
Outro problema apontado por Jacir Primo, é a deficiência no funcionamento da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no Laboriaux, segundo ele, ocasionada principalmente pela falta de investimentos em canalização e obras de ligação de córregos.
"A ETE opera muito abaixo de sua capacidade e não trata nem 60% do esgoto produzido pelo município quando poderia tratar 97%", destacou o diretor.
Abastecimento
Além do déficit de 100 litros/seg. na captação de água em Itabira, Jacir Primo apontou que "mais uma vez" a falta de investimentos na manutenção e modernização da rede de distribuição ocasiona, segundo o diretor-presidente, uma "perda de 40% da água captada" diariamente nos mananciais.
A ausência de investimentos na autarquia representa também a principal razão da ausência de instalação de novas empresas na cidade.
Os problemas com déficit na captação de água poderão ser amenizados, segundo argumentou Jacir, com projetos como o Rio de Peixe, com custo final estimado em R$ 3,5 milhões, e que já está em andamento, além da barragem de Santana, que precisa de correções.
Já o projeto de captação de águas do Rio Tanque, com custo total estimado entre R$ 50 e R$ 55 milhões, representa uma "solução definitiva", mas a longo prazo. Segundo o diretor, "em torno de 5 anos" para a conclusão.