Eles pretendiam ir ao jogo do Galo na Argentina em um Fiat 147

A paixão por um time de futebol leva a loucuras. Até mesmo viajar mais de 1500 Km, de Itabira à Argentina, a bordo de um Fiat 147, veículo lançado no Brasil em 1976. Pois é isto que fariam Diego Andrade, Werick Henrique, Robinho e Lelei, quatro torcedores itabiranos do Clube Atlético Mineiro. Só não colocaram o plano […]

A paixão por um time de futebol leva a loucuras. Até mesmo viajar mais de 1500 Km, de Itabira à Argentina, a bordo de um Fiat 147, veículo lançado no Brasil em 1976. Pois é isto que fariam Diego Andrade, Werick Henrique, Robinho e Lelei, quatro torcedores itabiranos do Clube Atlético Mineiro. Só não colocaram o plano adiante porque o carro, que estava na revisão, não ficou pronto a tempo. Então, foram de Gol.

A partida aconteceu na noite dessa sexta-feira, 22 de fevereiro. Destino: o jogo do Galo contra o Arsenal, na próxima terça-feira, dia 26 de fevereiro.
 
 
Quando deu entrevista a DeFato Online, mais cedo, Diego tinha uma ponta de medo. Ele disse que a turma não sabia nem se chegava ao Estádio Julio Grondona no possante. “A gente vai até onde o carro aguentar e aí seguimos não sei como, não sei se pegamos carona ou vamos por outro meio”, disse. Nenhum dos quatro rapazes nunca foi de carro ao país vizinho.
 
O Fiat 147 passou por adaptação no câmbio em uma oficina mecânica de João Monlevade e retornou para Itabira na tarde de sexta-feira. Mas não deu tempo de tudo ficar pronto. No Gol, eles ficaram mais confiantes.
 
 
Ainda que a viagem seja exagerada para alguns, os quatro já se preparam para ver o Galo na Libertadores desde a classificação, no ano passado. Declarou Diego: “Estamos acompanhando todos os jogos. Fomos a São Paulo em caravana com mais 15 torcedores. Ano passado, eu e o Lelei fomos ver o Galo contra o Flamengo e levamos R$20,00, o ingresso e um pão com carne. Somos apaixonados pelo clube”.
 

E como loucura pouca é bobagem, justificando o nome da torcida (Galoucura de Itabira), na bagagem eles levam, além de muita coragem, apenas o ingresso e o dinheiro da gasolina – para contrariedade das esposas de Diego e Robinho, que não acham nem um pouco engraçada aventura. É bom que o Galo vença a partida.