Além da Casas Bahia e Braskem, Lojas Marabraz, Grupo Pão de Açúcar e empresa Raízen entraram com pedido de recuperação

O pedido de recuperação extrajudicial da Braskem ocorreu oficialmente nesta segunda-feira (24)

Além da Casas Bahia e Braskem,  Lojas Marabraz, Grupo Pão de Açúcar e empresa Raízen entraram com pedido de recuperação
A Raízen tenta a renegociação de uma dívida de R$ 61,4 bilhões- Foto: Divulgação/Raízen

As crises que atingem as grandes empresas brasileiras com pedidos de recuperação judicial, entre elas Casas Bahia e Braskem, causam preocupação no sistema financeiro nacional.

A situação da Casas Bahia preocupa mais do que a da Braskem, empresa petroquímica, por ser uma marca mais popular e empregar milhares de pessoas, prestando serviços a uma significativa parte da população.

No caso da Braskem, a situação envolve interesses diretos do governo por meio da Petrobras, detentora de 47% do capital votante da empresa, cuja administração é presidida por Magda Chambriard, também presidente da Petrobras.

O pedido de recuperação extrajudicial da Braskem ocorreu oficialmente nesta segunda-feira (24) para reestruturar uma dívida de aproximadamente R$ 56 bilhões.

A recuperação extrajudicial prevê uma negociação direta com os credores, a ser homologada pela Justiça.

Em Alagoas, o afundamento do solo associado à exploração de sal-gema gerou um passivo bilionário e, em junho, a Justiça Federal acatou uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no caso, com as ações da empresa caindo quase 15% naquele pregão.

No entanto, a Braskem não é a única empresa que pediu recuperação, Neste ano, outras gigantes de outros setores recorreram aos mecanismos de recuperação judicial e extrajudicial, além da Casas Bahia, que, em documento enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) afirmou que foi impactado por um ambiente macroeconômico desafiador, marcado por altas taxas de juros, restrição de crédito e aumento do custo financeiro.

Um dia antes do anúncio da Casa Bahia, as Lojas Marabraz, famosa loja de móveis e eletrodomésticos também entrou com um pedido de recuperação judicial, com um pedido de urgência envolvendo dívidas da ordem de R$ 140 milhões, segundo petição encaminhada à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo pelo escritório Campana Pacca.

O documento mostra que além dos efeitos da alta dos juros e da redução do poder de compra do consumidor, os problemas da Marabraz derivam ainda de disputas societárias e familiares.

Ligada ao setor de infraestrutura, a Raízen, que produz açúcar e etanol e distribuidora de combustíveis também protocolou um plano de recuperação extrajudicial em março deste ano.

Na ocasião, a empresa contava com o apoio de credores representando mais de 40% da dívida maior que R$ 60 bilhões, posteriormente, o plano teve adesão elevada para 81,6%.

Os bancos detêm cerca de metade da dívida, enquanto detentores de CRAS e debenturistas respondem pela outra metade. Ambos respondem a 40% do valor total.

Em março de 2026, o grupo GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar (GPA), anunciou um acordo com seus principais credores para um plano de recuperação extrajudicial.

O varejista tem planos que abrangem determinadas obrigações de pagamento sem garantia que não constituem obrigações correntes ou operacionais da companhia no montante de aproximadamente R$ 4,5 bilhões.

O Grupo Casas Bahia protocolou em 16 de agosto um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo para negociar uma dívida de R$17,3 bilhões, medida tomada em regime de urgência após o caixa da empresa acusar um prejuízo de R$ 10,1 bilhões em seu balanço financeiro.

*Fonte: Metrópoles/CNN Brasil