Itabirana diz que desmembramento nos julgamentos do caso Bruno não é estratégia da defesa
Carla Lisboa acredita que haverá novo desmembramento nos julgamentos do caso Bruno, previstos para o mês de março
A advogada itabirana Carla Silene Cardoso Lisboa Bernardo Gomes, defensora jurídica de Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do ex-goleiro Bruno, afirmou que a tentativa de desmembramento no julgamento dos acusados “não é estratégia da defesa”. Fernanda foi condenada a 5 anos de prisão em regime aberto pelo envolvimento no assassinato de Eliza Samúdio.
“É muito relativa essa questão de falar como sendo estratégia. Embora a sociedade tenha a impressão de que houve a formação de um bloco dos defensores, isso de fato não ocorreu. Particularmente para alguns réus ali é melhor o julgamento em separado, porém todos os julgamentos terão laços uns com os outros. Os fatos têm ligação”, ponderou.
Em novembro do ano passado, além do julgamento de Fernanda Gomes, Luiz Henrique Romão “Macarrão” foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado. Já os julgamentos de Bruno, Marcos Aparecido (Bola) e Dayanne Rodrigues (ex-mulher), estão marcados para o dia 4 de março.
Na ocasião, dia 19 de novembro de 2011, os julgamentos do caso Bruno estavam entre os mais esperados dos últimos tempos, mas já no primeiro dia acabou em confusão com a defesa de outros réus abandonando a sala do tribunal em Contagem (MG), sede do julgamento. Apenas uma testemunha foi ouvida. Após várias manobras protelatórias da defesa dos réus, o julgamento do caso foi desmembrado.
Recurso
Radicada em Belo Horizonte (MG), há quase 20 anos, Carla Lisboa disse inicialmente na entrevista à DeFato Online já ter entrado com recurso contra a condenação de Fernanda pelo fato da defesa discordar da sentença. Ela foi condenada pelos crimes de sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê.
“A sentença só transitou em julgado para o Luiz Henrique, conhecido por macarrão. Não houve recurso nem da defesa nem da acusação. Para a Fernanda, nós interpusemos recurso e estamos aguardando para apresentar as chamadas razões do recurso”, explicou a advogada.
Atualmente defendido pelo advogado Lúcio Adolfo, Bruno vai a julgamento pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere da Eliza e do bebê. Embora defenda não ser estratégia da defesa para ganhar tempo, Carla Lisboa acredita em mais um desmembramento.
“Foi uma mudança de advogado que ocorreu durante o julgamento que iniciou no dia 19 de novembro passado. Nós acreditamos que é possível ainda um desmembramento entre estes três, aí nós não temos efetivamente quem é que vai enfrentar o júri agora no dia 4 de março, mas é bem provável que os advogados tentem um novo desmembramento”, concluiu a advogada.