Rapaz comete assassinato na frente da PM no bairro Praia
Gustavo Henrique de Oliveira (Gustavinho), 22 anos, foi morto com vários tiros
O início da madrugada desta quinta-feira, 29 de novembro, foi aterrorizante no bairro Praia, em Itabira. Após matar a tiros Gustavo Henrique de Oliveira (Gustavinho), 22 anos, na frente de policiais militares, o acusado Dayvison Dalas de Oliveira, 23, ainda apontou a arma para os PMs e acabou baleado e preso. O crime aconteceu a 0h40 na rua João Camilo de Oliveira Torres, próximo a um ponto de ônibus.
Sargento Raul, cabo Aline e cabo Marcelo, do Tático Móvel, patrulhavam a área quando ouviram barulho de tiros e pessoas correndo. Ao chegarem ao local, viram Dayvison atirar diversas vezes contra Gustavinho, que correu e caiu no passeio de um bar. Com a vítima no chão agonizando, o autor, mesmo na frente da polícia, deu mais três tiros na cabeça do rapaz, que morreu no local.
Sargento Raul ordenou que Dayvison largasse a arma, mas ele apontou o revólver calibre 40 em direção aos militares e foi atingido por um disparo. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu estiveram no local e levaram o autor ao Pronto-Socorro Municipal.
Segundo informações de testemunhas, Gustavinho estava no ponto de ônibus, onde amigos costumam ficar à noite conversando, quando Dayvison lhe chamou e começou a disparar. A perícia técnica da Polícia Civil constatou 16 perfurações no corpo do rapaz – sendo entrada e saída de bala. Os tiros acertaram a região lombar, abdômen, cabeça, perna esquerda, perna direita, ombro esquerdo e mão direita.
Suspeitas de mais envolvidos
Embora Dayvison tenha dito aos PMs que agiu sozinho e que matou Gustavinho porque a vítima havia lhe ameaçado, índicios apontam para a participação de outras pessoas no crime desta madrugada. De acordo com o boletim de ocorrências da Polícia Militar, homens foram vistos correndo e pulando muros de casas quando a viatura se aproximou da cena do assassinato. Outros teriam deixado o local em carros e motos.
Ainda segundo o boletim de ocorrências da PM, Dayvison argumentou que não perceubeu a presença dos policiais enquanto atirava na vítima. Dessa forma, de acordo com o acusado, não notou que era para os militares que apontava depois que cometeu a execução. O rapaz só parou de atirar quando sentiu o ferimento na perna direita e caiu no chão.
O crime será investigado pela Polícia Civil. Enquanto os militares faziam o isolamento do local do crime e confeccionavam o boletim de ocorrências, reconheceram um suspeito de ter participado no crime e fizeram a condução do rapaz até a Delegacia para prestar esclarecimentos.