Vereador quer secretários municipais à disposição da Câmara mensalmente
Tãozinho Leite (direita) quer presença de secretários, mas Élson Sá não concorda
Tramita na Câmara de Itabira uma proposta de emenda à Lei Orgânica do Município que tem o objetivo de tornar obrigatória a presença de um secretário municipal ou presidente de autarquia, mensalmente, no plenário do Legislativo. Atualmente, o responsável por alguma pasta necessita ser convidado ou convocado por meio de requerimento para comparecer à Casa. A emenda criada por Tâozinho Leite (PP) quer mudar isso.
Tãozinho justifica que a presença mensal é fundamental para que o secretário apresente projetos de sua pasta à população de Itabira. Para conseguir a aprovação da emenda, ele precisa da assinatura de quatro vereadores. Inicialmente, ele conseguiu oito (incluindo a dele mesmo). Porém, Élson Sá (PMDB), José Celso de Assis (PV) e Paulo Chaves (PSDB) pediram que as suas fossem suprimidas. Restaram cinco.
O progressista ainda tem apoio suficiente para conseguir a aprovação, mas está temeroso de mais algum colega desistir. Tanto que nem decidiu se vai enviar o projeto para ser votado na próxima reunião ordinária, dia 13 de novembro. As assinaturas são de Carlinhos Sacolão (PP), Martha Mousinho (PTN), Tião da Antena (PP) e Solimar Silva (PSDB), além da do próprio Tãozinho.
Élson Sá afirmou que voltou atrás na decisão porque refletiu melhor sobre o assunto. Para ele, essa obrigação de ir à Câmara mensalmente “engessa” os secretários municipais. Ele argumentou que o prefeito eleito Damon de Sena (PV) venceu as eleições com um discurso de fazer um governo diferente e que o Legislativo precisa dar tranquilidade ao pevista para que isso realmente aconteça. “Tenho certeza que nenhum secretário vai se recusar a vir até a Câmara caso seja convidado. Não é preciso essa obrigação”, defendeu.
Tãozinho não ficou satisfeito com os argumentos do colega. Para o progressista, a ida à Câmara é uma oportunidade para o secretariado mostrar que está trabalhando e para a comunidade ter conhecimento do que acontece na Prefeitura. “Não vejo porque isso não ser votado”, declarou.
O autor da emenda à Lei Orgânica disse que vai conversar com os demais vereadores antes de levar a proposta para ser votada no plenário. Independente de conseguir ou não o apoio, Tãozinho já foi avisado de que o projeto tem de ser votado de qualquer jeito, já que foi lido em plenário na última reunião ordinária.